O CDS-PP considerou esta quarta-feira que a taxa de desemprego de 11,9% no segundo trimestre são "números que fazem história na história destes últimos quatro anos" e têm um significado de esperança para quem ainda procura emprego.

"Estes números fazem história na história destes últimos quatro anos", afirmou a vice-presidente da bancada do CDS-PP Cecília Meireles, numa conferência de imprensa realizada na Assembleia da República a propósito das estimativas divulgadas esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


Segundo o INE, a taxa de desemprego fixou-se nos 11,9% de abril a junho, menos 1,8 pontos percentuais do que no trimestre anterior e 2,0 pontos percentuais abaixo do trimestre homólogo de 2014.

Sublinhando o "significado de esperança" que estes números têm, Cecília Meireles lembrou que ao longo dos últimos quatro anos a taxa foi "paulatinamente baixando" desde os 17,5%, estando agora pela primeira vez abaixo dos 12%.

"Representa uma redução e uma tendência de redução muito significativa", frisou, notando que num trimestre há menos 100 mil pessoas na situação de desemprego.


Além disso, acrescentou, em relação a janeiro de 2013, "que é o período em que começa a viragem económica em Portugal", há mais 226 mil pessoas que encontram emprego.

"Os trabalhadores e as empresas estão de parabéns por terem conseguido dar a volta", salientou.


Referindo-se diretamente ao PS, a vice-presidente da bancada do CDS-PP notou ainda que o partido que "viu sempre com alguma irritação as boas notícias" perceberá agora que se enganou.

Cecília Meireles fez ainda referência à questão da devolução da sobretaxa, considerando que também sobre este tema o PS se vai enganar.

"O que foi aprovado é inovador, pela primeira vez o Estado diz ao contribuinte, se nós cobrarmos mais do que o previsto nós devolveremos esse dinheiro", disse.


"Em democracia aquilo que é natural é debater ideias"


A vice-presidente da bancada do CDS-PP Cecília Meireles disse que em democracia o normal é haver debates e que se façam críticas "cara a cara", criticando o "receio" do PS em debater.

Questionada hoje sobre se houve alguma precipitação por parte do CDS-PP ao emitir um comunicado sobre a questão dos debates televisivos para as eleições legislativas pouco tempo antes de ser conhecida a sua calendarização e modelo, Cecília Meireles disse que os democratas-cristãos tinham apenas reagido à posição do PS.

"Acho que todos compreenderão que em democracia aquilo que é natural é debater ideias e debatê-las com tolerância e é lógico que o PS, que ainda há poucas semanas falava em liberdade editorial, leve em conta aquilo que são as propostas da televisão que é de liberdade editorial", afirmou a vice-presidente da bancada do CDS-PP, durante uma conferência de imprensa realizada na Assembleia da República.


Pois, frisou, ninguém compreende que todos os dias o PS faça críticas ao CDS-PP e ao seu líder e depois tenha "uma espécie de receio em debater".

"É quase a chamada política do toque e foge, ou seja, critica, mas quando chega a hora de criticar cara a cara não o faz", acrescentou.


Na terça-feira, o CDS-PP acusou o PS de querer interferir na decisão editorial das televisões e de "fugir dos debates" com o líder do partido, Paulo Portas, que as televisões pretendiam organizar a propósito das eleições legislativas.

"Estas propuseram, como é aliás tradicional, um conjunto de frente-a-frentes entre os líderes do PSD, PS, CDS-PP, PCP e BE. Nós aceitámos essa proposta, mas o PS não faz outra coisa senão fugir desses frente-a-frentes que permitem confrontar democraticamente várias opiniões", referiram os democratas-cristãos numa nota da direção enviada à agência Lusa.


Posteriormente, o PSD assumiu disponibilidade para vários debates nas televisões e rádios antes das legislativas de outubro, mas sublinhou que tem "de se resolver com o CDS-PP" a sua participação em alguns dos encontros.

"O PSD, hoje [terça-feira], na reunião com o PS, a RTP e a Rádio Renascença, assumiu a disponibilidade para a realização do debate dia 09 nas televisões e dia 17 de setembro nas rádios", sustentam os sociais-democratas numa nota enviada à agência Lusa, referindo-se, neste caso, aos frente-a-frente entre Pedro Passos Coelho e António Costa.


O partido frisa que "ressalvou" no encontro a "necessidade de se acertar todo o calendário dos restantes frente-a-frente com os outros partidos para poder dar a sua aquiescência aos mesmos".

"Assim, só por precipitação ou falta de atenção se poderá considerar que a reunião de hoje concluiu pela não participação do CDS nos frente a frente e no debate de dia 22", até porque os centristas não estiveram no encontro, acrescentam os sociais-democratas na nota enviada à Lusa.


O debate televisivo entre os líderes da coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP), Pedro Passos Coelho, e do Partido Socialista (PS), António Costa, ficou marcado para 09 de setembro, disseram hoje à Lusa fontes ligadas ao processo.

O frente-a-frente na rádio, no âmbito das eleições legislativas, entre Passos Coelho e António Costa está agendado para 17 de setembro, enquanto o debate com todos os partidos deverá acontecer a 22 de setembro.