O CDS-PP defendeu esta terça-feira que no exercício anunciado pelo Governo para 2015 há «pela primeira vez» crescimento económico e consolidação orçamental e apontou que mais de metade de cortes anunciados são feitos na «máquina do Estado».

«Mais de metade das medidas anunciadas, mais de 700 milhões das medidas, são feitas na própria máquina do Estado, através da reforma do Estado, com fusões, reorganizações, etc», disse aos jornalistas a vice-presidente da bancada do CDS-PP, Cecília Meireles.

Para o CDS-PP, este é «mais um passo no bom caminho» e deixando «os rendimentos das pessoas inalterados».

Cecília Meireles reagia no parlamento à reunião de Conselho de Ministros extraordinário que serviu para os ministros fecharem as medidas para o ano de 2015, que o Governo tem de entregar aos credores internacionais para fecharem formalmente a 11.ª avaliação ao Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF).

«Neste exercício que é feito para 2015, pela primeira vez, vemos o crescimento económico a dar um contributo francamente positivo para a consolidação orçamental. Fica definitivamente provado que a ideia que não é possível ter simultaneamente crescimento económico, consolidação orçamental e finanças públicas saudáveis, é falsa», afirmou Cecília Meireles.

«Pela primeira vez, as finanças públicas saudáveis conseguiram criar um crescimento económico que é sustentável e o crescimento económico que é sustentável e o crescimento económico por sua vez dá um contributo que é positivo», sublinhou.

Cecília Meireles frisou também que está «prevista uma taxa de desemprego que, finalmente, está abaixo dos 15%, é cerca de 14,5%», considerando que é «ainda inaceitavelmente alta, mas é mais um passo no bom caminho de descida desta taxa, que durante estes anos tem constituído um grande flagelo para Portugal».

Confrontada com as críticas da oposição de «terrorismo social» e «eleitoralismo», a vice-presidente da bancada respondeu: «Este Governo quando chegou tinha um défice e 10%, agora estamos a discutir um défice de 2,5%. Portanto, quanto a terrorismo, a défices terroristas e incompetência, estamos conversados».