É uma opinião importante num momento de grande indefinição no Governo. Pires de Lima deu uma entrevista à «Antena 1» para assegurar que está fora de questão candidatar-se à liderança do CDS.

«Eu não vou entrar em detalhes sobre soluções que foram apresentadas pelo senhor primeiro-ministro. A única coisa que posso dizer é que há, tanto da parte do PSD, como da parte do CDS, um espírito forte e uma solução de princípio que assegura a estabilidade da coligação até 2015», disse o dirigente centrista, que concorda com o adiamento do congresso: «Não só concordo como acho essencial»

O CDS deverá adiar o congresso para os dias 20 e 21 de julho, esperando que seja encontrada uma solução definitiva para a continuidade do Governo de coligação. «Não fazia sentido estar a entrar num congresso sem poder apresentar a solução de governo articulada com o PSD para garantir a estabilidade até ao fim da legislatura», disse.

Quanto ao futuro, garante que não vai candidatar-se à liderança do partido. «Isso está fora de causa. Não tenho qualquer ambição de liderar partidos políticos», assegura, mas acha que «é perfeitamente possível que apareçam outros candidatos» para além de Paulo Portas: «Isso até seria saudável do ponto de vista de um partido democrático».

Em relação ao pedido de demissão de Portas do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros, Pires de Lima admite que «surpreendeu os portugueses, os militantes do CDS-PP e os seus próprios aliados, mais próximos», admitiu.

«Enquanto seu amigo compreendo a grande pressão a que está sujeito, as grandes dificuldades do cargo que tem, mas é evidente que eu preferia que não tivesse tomado a decisão e não tivesse feito a comunicação que fez ao país na terça-feira», sublinhou.