O porta-voz do CDS-PP, João Almeida, defendeu este sábado que deve ser debatida a possibilidade da redução do número de deputados do parlamento e a personalização do voto, considerando fundamental a resolução do problema da demografia em Portugal.

João Almeida discursava esta noite no XXV Congresso do CDS-PP, tendo defendido a necessidade da reforma do sistema político e do poder local, considerando que esta última «ficou muito aquém daquilo que eram os objetivos» e é necessário «fundir municípios».

«Devemos debater com toda a abertura a possibilidade de reduzir o número de deputados da Assembleia da República e devemos assumir como nossa a personalização do voto, admitindo que o cidadão não deve escolher só o partido, pode escolher também os candidatos da lista de cada partido», advogou.

Na opinião do agora secretário de Estado de Administração Interna, «não há reforma da segurança social, não há sustentabilidade do sistema de saúde, nem sustentabilidade do sistema de educação que não passe por um encarar muito significativo e convicto do problema da demografia».

«Temos de olhar para a Europa sem complexos. (...) Agora que recuperamos a nossa credibilidade, a credibilidade que o PS perdeu por nós, temos que dizer que esta Europa não é suficientemente solidária nem é suficientemente coesa», considerou.

A seguir a João Almeida falou o conselheiro nacional Pedro Melo que denotou a ausência de críticas à moção que é encabeçada pelo Filipe Anacoreta Correia, o que o leva a crer que «há alguma sintonia de pontos de vistas», dando o exemplo das ideias sobre demografia, segurança social ou reforma do sistema político.

«E por isso digo-lhe: acolha estas ideias porque, de facto, parece haver aqui grande sintonia de posições», disse, olhando para a mesa onde estava sentado o líder do CDS-PP Paulo Portas.

João Almeida disse ainda que o partido não deve ter vergonha do que fez desde o último congresso, realçando que vai cumprir o principal objetivo «que é terminar o programa de assistência no tempo próprio».

Admitindo que a «governação não esteve isenta de erros nos últimos anos», o secretário de Estado destacou que o CDS, «sem vergonha, foi afirmando uma voz de diferença».