A UGT apresentou hoje ao presidente do CDS-PP um conjunto de propostas para a próxima legislatura, com o objetivo de inverter os efeitos da austeridade dos últimos quatro anos, que Paulo Portas prometeu analisar com atenção.

"Apresentámos ao CDS-PP um conjunto de contributos que abordam temas e ideias para inverter os efeitos da austeridade dos últimos quatro anos, que levou ao empobrecimento dos portugueses", disse à agência Lusa o secretário-geral da central sindical, Carlos Silva, após uma reunião com a direção do partido.


O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, que fez questão de desejar a Carlos Silva um bom 1.º de Maio, afirmou à Lusa que iria ler com toda a atenção o documento entregue pela UGT.

"Discutimos com a UGT o guião que nos foi apresentado para o período de 2015 a 2019 e vamos analisá-lo com muita atenção", afirmou o vice-primeiro ministro.


A delegação da UGT, liderada por Carlos Silva, apresentou hoje aos partidos do Governo e ao PS um conjunto de propostas para os próximos quatro anos, entre as quais consta a reposição dos salários cortados aos trabalhadores do setor público.

No final da ronda, Carlos Silva disse à Lusa que a UGT pretende também ver retirada da sobretaxa do IRS e da contribuição extraordinária de solidariedade.

Entre as propostas que a central considera como "fundamentais e estruturantes para o período da próxima legislatura" consta ainda o reforço do diálogo social e da contratação coletiva, o combate ao desemprego através de mais e melhores medidas ativas de emprego e a aposta no investimento das empresas.

"É importante que os próximos governantes tenham em atenção as nossas propostas quando prepararem os seus programas de Governo, porque é preciso dar um sinal de esperança aos portugueses", disse Carlos Silva.


O documento da UGT intitulado “Um Guião para a Legislatura 2015-2019” é dirigido, em primeira linha, aos partidos políticos que no exercício das suas funções e na atividade parlamentar, serão os responsáveis pela elaboração e implementação das políticas que determinarão o curso e o posicionamento de Portugal nos próximos quatro anos.

Segundo a UGT, este documento é também dirigido a todos os trabalhadores portugueses.