O porta-voz do PSD, Marco António Costa disse, esta segunda-feira, a propósito da décima avaliação da troika, que a «nota positiva dada a Portugal é reflexo de uma economia que sofreu uma reversão de ciclo há vários meses».

«Há sinais concretos e objetivos na nossa economia: o crescimento da produção industrial, o crescimento das exportações, o fim da recessão técnica, o crescimento do emprego e a redução do desemprego há vários meses. Isto significa que a nossa economia sofreu uma reversão de ciclo há vários meses», disse Marco António Costa.

O social-democrata referiu, no entanto, que estes sinais da economia podem não ser «razão para festejarmos», sendo «razão para o otimismo».

O porta-voz do PSD congratulou-se com a «nota positiva» dada pela troika nesta décima avaliação, apontando maio de 2014 como «a verdadeira meta».

«O PSD regista com grande satisfação o facto de Portugal ter ultrapassado mais um obstáculo que o afastava da meta que pretendemos atingir no próximo dia 17 de maio de colocar um ponto final a este resgate financeiro a que o país está sujeito desde o dia 17 de maio de 2011», disse Marco António Costa.

Assim, o PSD diz estar «atento» ao «caminho» a seguir daqui em diante, sem deixar de vincar que o resgate financeiro foi pedido pelo Governo socialista de José Sócrates. «Não nos desviarmos do nosso rumo de forma a garantirmos que os esforços que os portugueses têm feito nos últimos dois anos e meio, após o resgate financeiro que o Partido Socialista pediu em 2011, torne possível encontrar um caminho sustentável de crescimento financeiro. Um caminho feito não em despesa excessiva do Estado mas um caminho feito numa economia forte, robusta, preparada e competitiva à escala mundial», disse o porta-voz do PSD.

CDS-PP desvaloriza dependência de chumbo do TC

O CDS-PP desvalorizou que a aprovação da décima avaliação pela troika fique dependente da apresentação de alternativas caso o Tribunal Constitucional chumbe a convergência de regimes de pensões, afirmando que esses condicionalismos ficaram igualmente estabelecidos noutras avaliações.

«Será como no passado, o Governo terá que encontrar alternativas e cumprir na mesma aquilo com que se comprometeu. Essa frase estava na oitava e na nona avaliação», afirmou à Lusa o vice-presidente da bancada parlamentar do CDS-PP Hélder Amaral.

O vice da bancada centrista defendeu, por outro lado, que «não vale a pena comentar decisões que ainda não estão tomadas», considerando que «o Governo fez bem em não fazer nenhuma referência a essa matéria, para não configurar uma pressão sobre a decisão do Tribunal Constitucional».

«Aquilo que é importante sublinhar é que é mais uma avaliação positiva. É importante, é a décima, num conjunto de doze. Estamos a aproximar-nos do fim», declarou.

Para Hélder Amaral, as conclusões da décima avaliação da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) significam uma compensação dos «sacrifícios das empresas, das famílias, dos empresários, dos trabalhadores» portugueses.

«Os nossos credores deram nota nesta avaliação de que há ténues sinais de recuperação económica. Isso é muito relevante para a confiança dos nosso credores e dos próprios mercados, ou seja, estamos hoje, na décima avaliação, melhor do que estávamos na oitava e na nona e, portanto, é esperar as próximas duas avaliações», sustentou.

«Não há risco zero, mas há que esperar que as próximas avaliações possam decorrer da mesma maneira para nos livrarmos da troika», disse.