O PSD/Portimão quer propor a expulsão de Macário Correia do partido por este ter participado, durante a campanha eleitoral, numa iniciativa promovida pela candidatura do CDS-PP àquela autarquia, disse hoje à Lusa fonte do PSD.

Na altura, a estrutura concelhia social democrata já tinha declarado o presidente cessante da Câmara de Faro, Macário Correia, como «persona non grata» no município tendo, na passada semana, apresentado uma queixa junto do Conselho Distrital de Jurisdição do PSD.

Em declarações à Lusa, o presidente daquele organismo, Gilberto Sousa, admitiu que existem «vários processos disciplinares em curso contra militantes que apoiaram ou integraram listas concorrentes», mas não quis adiantar se a queixa contra Macário Correia está a ser analisada.

De acordo com a fonte social democrata, os estatutos do partido determinam a expulsão dos militantes que apoiem, sejam mandatários ou protagonizem candidaturas adversárias às apresentadas ou apoiadas pelo PSD.

Contactado pela Lusa, Macário Correia, que hoje cessa funções como presidente da Câmara de Faro, não quis pronunciar-se sobre o assunto.

Dos sete mandatos em disputa na Câmara de Portimão durante as últimas eleições, três foram atribuídos à lista do PS, encabeçada por Isilda Gomes, a nova presidente, um à coligação CDS-PP/MPT/PPM, um ao PSD, um ao Bloco de Esquerda e um à CDU.

Em comunicado divulgado na quarta-feira, a concelhia de Portimão do CDS-PP anunciou o "corte de relações institucionais" com o PSD de Portimão, que se manterá enquanto o atual presidente, Pedro Xavier, se mantiver no cargo.

Após as eleições, o CDS-PP/Portimão iniciou alguns contactos com forças políticas da oposição para «construir uma plataforma política abrangente» e agendou uma reunião com o PSD mas, segundo os centristas, a comitiva social democrata não compareceu no local marcado.

«A Comissão Política Concelhia de Portimão do CDS-PP repudia, com toda a veemência, este tipo de comportamentos e a postura infantil subjacente aos mesmos, considerando os mesmos desrespeitosos e atentatórios das mais elementares regras de boa educação», conclui o partido.