A Juventude Popular (CDS-PP) divulgou um cartaz onde coloca a líder do Bloco de Esquerda e a deputada Mariana Mortágua como protagonistas da novela “As Imposto(ras)”, numa alusão à novela da TVI “A Impostora”.

No Facebook, a JP considera que a “nova novela da governação trotskista e leninista em Portugal” tem um guião “sobejamente conhecido: existem pobres, porque há quem esteja a acumular rendimentos que não estão a ser distribuídos”.

Sem poupar a críticas, os populistas falam ainda de um elenco “participação de um Estado “Big Brother”, omnipresente na vida dos atores sociais, expiando o dinheiro que é colocado de parte, levantando o sigilo bancário e invertendo o ónus da prova, tributando para lá do razoável a propriedade privada, a grande vilã da história, que desperta os ódios que dão à luz o drama”.

Cartaz da Juventude Popular (CDS-PP) publicado nas redes socias

As bloquistas Catarina Martins e Mariana Mortágua surgem como protagonistas para convencerem “o patrão António, sedento de poder, que, através do aumento dos impostos sobre os rendimentos e o património, a solução para os problemas das famílias se resolve com nivelamento da sociedade por baixo, colocando-se termo às desigualdades com a exclusiva execução de políticas fundamentalistas de redistribuição da riqueza”.

A Juventude Popular já conhece o fim trágico desta novela, interpretada pelas caras do radicalismo ideológico."

 

Mas há mais cartazes polémicos em Portugal

Os cartazes envoltos em polémica e sátira são comuns no panorama político nacional. Em fevereiro, o Bloco de Esquerda divulgou um cartaz para assinalar a aprovação da lei que permite a adoção por casais do mesmo sexo. “Jesus também tinha dois pais” é a frase que acompanha a imagem do Sagrado Coração de Jesus.

Em maio, foi vez da Juventude Social-Democrata ironizar sobre o fim dos contratos de associação entre o Estado e colégios privados onde há oferta pública com um cartaz que compara o secretário-geral da Fenprof a Estaline e o ministro da Educação a uma marioneta.

“Isto Stalin(do), está." O título do cartaz surge em jeito de trocadilho e provocação, sugerindo uma alusão às políticas do líder da União Soviética.

Mas para que não restem dúvidas, a imagem deixa clara a posição da JSD: Mário Nogueira surge retratado como Estaline e Tiago Brandão Rodrigues aparece como uma marioneta. Em baixo, uma questão: “Foi nisto que votou?”.