O presidente do Conselho Nacional do CDS-PP, António Pires de Lima, referiu-se este sábado à forma como coordenou durante sete anos aquele órgão partidário, sem clarificar se está disponível para mais um mandato.

«Já dei a minha modesta opinião relativamente a este órgão mas o futuro será aquilo que tem de ser, sendo certo que quem escolhe o presidente do Conselho Nacional são os congressistas aqui presentes», afirmou, no final da sua intervenção no XXV Congresso do CDS-PP, em Oliveira do Bairro.

No que classificou como «um gesto de humildade e agradecimento», Pires de Lima agradeceu «a este Congresso» e aos anteriores que o elegeram, por proposta do líder do CDS-PP, Paulo Portas.

«De 2007 a 2014 foram sete anos onde eu acho que o Conselho Nacional foi um espaço onde a divergência que nunca se confundiu com dissidência e onde os direitos das minorias, fossem elas quais fossem, foram sempre protegidos pelas maiorias», afirmou.

António Pires de Lima agradeceu também a «boa comunicação» ao conselheiro nacional Filipe Anacoreta Correia, líder do movimento «Alternativa e Responsabilidade», crítico da direção de Paulo Portas, que vai apresentar Luís Nobre Guedes como cabeça-de-lista ao Conselho Nacional.

O antigo dirigente Luís Nobre Guedes já afirmou que só aceita candidatar-se ao lugar se Pires de Lima não se recandidatar.