O presidente do grupo parlamentar do CDS-PP pediu esta terça-feira ao Governo da maioria uma «atitude firme» face à anunciada greve na TAP, considerando a paralisação «política», uma «irresponsabilidade» e uma «desconsideração» para com os portugueses.

«Consideramos, dentro daquilo que é o quadro legal e as várias hipóteses que representa, apelamos para que o Governo tenha uma atitude firme em relação a uma greve puramente política, que é uma irresponsabilidade tendo em atenção a situação da TAP e que é uma desconsideração para os portugueses», disse Nuno Magalhães, no Parlamento.


Esta terça-feira o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, afirmou que os sindicatos da TAP «não estão interessados em suspender o pré-aviso de greve que afetará muitas famílias», o que «o Governo lamenta profundamente».

A plataforma de sindicatos da TAP propôs na segunda-feira ao Governo a suspensão do processo de reprivatização até à conclusão de 12 processos negociais, que elencaram no memorando entregue ao executivo como condição para cancelar a greve.

O deputado centrista declarou ainda que a greve desconsidera «os portugueses das ilhas que querem passar as Festas junto dos seus», tal como «os emigrantes», e para com «o esforço dos portugueses que, numa área fundamental como o turismo, têm vindo a superar as dificuldades».

Os 12 sindicatos que representam os trabalhadores da TAP - grupo que entretanto o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), afeto à UGT, abandonou - convocaram uma greve de quatro dias, entre 27 e 30 de dezembro, na sequência da recusa do Governo de suspender a privatização da companhia.