A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, defendeu esta terça-feira a necessidade de se construírem "pontes de estabilidade", apontando a reforma da Segurança Social com uma das matérias que tem de ser trabalhada e aprofundada.

"Temos de ser capazes de construir algumas pontes de estabilidade", afirmou a presidente do CDS-PP, durante um almoço do International Club of Portugal, que decorreu num hotel de Lisboa.

Apontando a educação e a natalidade como exemplos de áreas em que se deve "ativamente procurar consensos", Assunção Cristas colocou ainda a reforma da Segurança Social como uma matéria que "tem de ser trabalhada e aprofundada", admitindo, contudo, que "é natural que o desenho final não corresponda muito àquilo que o CDS considerava o mais importante".

Contudo, acrescentou, se corresponder a "uma resolução positiva e significativa" no sentido de resolver um problema que irá atingir todos os portugueses, será "relevante".

"Temos de ser capazes de reformar, refletir esta matéria de forma significativa e há muito trabalho feito", disse, recordando a existência de muitos estudos de pessoas de vários quadrantes políticos que apontam para a necessidade de mudar de modelo, "de caminhar para modelos mistos".

Modelos mistos em que, explicou, as pessoas possam ter um mínimo garantido por parte do Estado, mas depois possam também ter alternativas, que podem ser privadas ou públicas, mas que "entrem já numa lógica de liberdade".

"Colocaremos esta matéria em cima da mesa", prometeu Assunção Cristas, adiantando que o CDS-PP irá brevemente organizar um debate sobre os modelos de reforma da Segurança Social.

Pois, continuou, "o sistema neste momento é sustentável financeiramente", mas "não é um sistema que pague pensões como as pessoas têm expetativas de poder vir a receber".