A presidente do CDS-PP considera que “não houve nenhum virar de página na austeridade” e está preocupada em saber como é que o Governo chegou à redução do défice conhecida na sexta-feira.

“Por via indireta, todos nós estamos a pagar muitíssimos impostos e, na nossa avaliação, não houve nenhum virar de página na austeridade."

Assunção Cristas falava aos jornalistas à margem de uma ação de pré-campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 1 de outubro, na freguesia lisboeta da Ajuda.

“Este Governo teve sempre uma política de austeridade à esquerda. Tirou com uma mão, deu com a outra, redistribuiu as coisas, mas, na verdade, não teve uma política significativa de impulso à atividade económica através de uma melhor competitividade fiscal."

A líder democrata-cristã criticou a “arrecadação muito grande de impostos” para famílias e empresas e recordou as propostas do CDS-PP para diminuir a carga fiscal.

“O que eu gostaria de ver era uma baixa significativa de impostos, desde logo para as empresas, para podermos ter atividade económica mais significativa."

Cristas admite que vê "sempre com bons olhos" uma melhoria do défice”, mas acrescenta: “Preocupa-me saber como chegámos a esse défice.”

Assunção Cristas contabiliza “mil milhões de euros” em “cortes cegos” nos serviços públicos, nomeadamente educação, saúde e transportes, atribuídos ao atual Governo do PS, apoiado por BE e PCP.

“Preocupa-me que haja uma dívida pública imensa e que continua a não diminuir de forma significativa."

“Quando as receitas aumentam, normalmente ou houve aumento de impostos, ou houve uma extraordinária melhoria da atividade económica”, observa Cristas, criticando a “enorme falta de transparência” do Governo em 2016 e antecipando para 2017 “cortes, cativações e outras formas de congelar despesa”.