A campanha de Aníbal Cavaco Silva durante as Presidenciais de 2011 foi financiada pelo ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, que contribuiu com 25.560 euros, o donativo máximo permitido por lei. A informação é avançada pelo «Diário de Notícias» que consultou os dados no Tribunal Constitucional.

O donativo de Salgado em 2011 é, de resto, idêntico ao que o banqueiro tinha concedido, em 2006, também à campanha de Cavaco Silva, na altura cerca de 22.500 euros.

E também à semelhança do que tinha acontecido em 2006, em 2011 Salgado não foi o único do universo do Grupo Espírito Santo a financiar a campanha do atual chefe de Estado português. Amílcar Morais Pires, Joaquim Goes, Pedro Queiroz Pereira, António Ricciardi e José Manuel Espírito Santo Silva também fizeram donativos na ordem dos 25 mil euros.

Mas os donativos de personalidades ligadas ao caso BES não ficam por aqui. 

Cavaco Silva recebeu ainda 5 mil euros do Presidente da KPM Portugal, que fez uma auditoria externa ao BES.

Mais, o empresário José Guilherme, que deu uma prenda a Salgado no valor de 14 milhões de euros que está a ser investigada pela Justiça, já tinha financiado a campanha de Cavaco em 2006, na altura concedendo cerca de 55 mil euros. Em 2011, o donativo praticamente duplicou, ascendendo aos 100 mil euros. O empresário, a mulher, o filho e uma familiar gestora da empresa concederam donativos no valor de 25 mil euros cada um.

No total, a campanha do Presidente da República em 2011 conseguiu angariar 1,5 milhões de euros, uma verba muito superior às conseguidas por Fernando Nobre (212 mil euros) e Manuel Alegre (159 mil euros).