O Presidente da República reafirmou hoje, em Tomar, que é preciso «aproveitar as potencialidades abertas pelos sinais de crescimento» e «abrir janelas de esperança àqueles que foram mais atingidos» pela crise.

Questionado sobre as medidas anunciadas no final da reunião de conselho de ministros de terça-feira, o Presidente remeteu qualquer declaração para depois da reunião que vai ter às 17:00 com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, na qual espera ser informado das decisões tomadas pelo Governo no âmbito do Documento de Estratégia Orçamental.

Cavaco Silva, que falava aos jornalistas no final de uma sessão que assinalou o restauro da Charola do Convento de Cristo, peça arquitetónica templária recuperada graças ao mecenato da Cimpor, sublinhou que qualquer decisão terá que passar pela Assembleia da República, onde será discutida antes de «chegar à mão do Presidente da República».

«Agora, como já tenho dito várias vezes, deve-se aproveitar as potencialidades abertas por estes sinais de crescimento» e «abrir janelas de esperança àqueles que foram mais atingidos nesta crise que nos atingiu a partir de 2011», declarou.

O Presidente escusou-se ainda a responder à questão sobre se há condições para se reporem os cortes nos salários e nas pensões a partir de 2016, sublinhando que o Presidente da República «é aquele que não pode especular e muito menos para 2016 e até numa altura em que aquilo que se diz já pode ter implicações nas eleições que vão ter lugar no dia 25 de maio».