O Presidente da República manifestou hoje a intenção de Portugal se assumir como «um parceiro estratégico» de Timor-Leste, considerando que existe um vasto campo de oportunidades por explorar, nomeadamente no campo empresarial.

«A estabilidade de Timor-Leste e os sucessos alcançados nestes 10 anos permitem que se olhe agora para o desenvolvimento de forma acrescidamente ambiciosa», afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, durante um jantar oferecido em honra do seu homólogo de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, na cidadela de Cascais.

Sublinhando que «Portugal quer assumir-se como um parceiro estratégico de Timor-Leste, através da cooperação para o desenvolvimento, mas também através das suas empresas», Cavaco Silva defendeu que «existe um vasto campo de oportunidades por explorar, com vantagens para ambas as partes».

No discurso, o Presidente da República, que classificou a visita de Estado que Taur Matan Rauk iniciou hoje em Lisboa como «um marco histórico na reafirmação da amizade fraterna» que une os dois países, destacou ainda o papel desempenhado pelas empresas precursoras no investimento em Timor.

«Conhecedoras da realidade nacional, estas empresas protagonizam muitas das principais iniciativas sociais de cariz privado em Timor-Leste, para além de se afirmarem como promotoras ativas da formação e qualificação de quadros timorenses», referiu Cavaco Silva, que há cerca de ano e meio efetuou uma visita de Estado a Timor-Leste.

O chefe de Estado abordou ainda questão do «potencial económico da língua portuguesa», que possui estatuto de língua oficial em Timor-Leste, a par do tétum.

«A língua portuguesa é mais do que um fator de afirmação identitária do povo timorense, é mais do que um veículo de relacionamento socioeconómico e de desenvolvimento, é mais do que uma língua de cultura e de conhecimento. A língua portuguesa é uma casa comum: de valores, de solidariedade, de amizade», disse, prometendo que Portugal continuará a apoiar «os esforços do Estado timorense na promoção do ensino em português e no reforço da cultura lusófona».

Além disso, acrescentou, Timor-Leste poderá igualmente continuar a contar com o apoio de Portugal em setores como a Justiça, a comunicação social e o desenvolvimento rural, bem como no domínio da segurança, «com o conhecimento adquirido e a experiência da GNR e da PSP, que sempre foram tão bem recebidas em Timor-Leste».