O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, reagiu esta quinta-feira à morte de Manoel de Oliveira e falou num «momento de luto para a Cultura portuguesa». Numa comunicação ao país, a partir do Palácio de Belém, Cavaco Silva disse que «Portugal perdeu um dos maiores vultos da sua cultura contemporânea».
 

«Portugal perdeu um dos maiores vultos da sua Cultura contemporânea, que muito contribuiu para a internacionalização do país», sublinhou o Presidente.

 
Cavaco Silva lembrou a exposição que visitou em Berlim, em 2008, onde pôde «confirmar o prestígio internacional» de Manoel de Oliveira.
 

«A sua obra ficará para sempre como testemunho inconfundível da Cultura portuguesa».

 
Em nome do país, o Presidente da República apresentou ainda as condolências à família de Manoel de Oliveira. 

Logo depois da notícia da morte do cineasta, sucederam-se as reações políticas ao desaparecimento de Manoel de Oliveira. O secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, disse, esta quinta-feira, à  TVI, que Manoel de Oliveira é «um grande português» que merece ser sepultado no Panteão Nacional.

O secretário-geral socialista e o PS lamentaram hoje «a perda irreparável» que constituiu a morte de Manoel de Oliveira. À semelhança de António costa e do PS, outros partidos emitiram também o seu pesar. 

A presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, manifestou a sua «profunda tristeza pela morte» do cineasta. 

Em comunicado, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, também expressou pesar pela morte do cineasta Manoel de Oliveira e considerou que a cultura portuguesa perdeu uma das suas figuras maiores.

O Governo decretou dois dias de luto nacional, esta quinta-feira e sexta-feira