O Presidente da República, Cavaco Silva, reagiu esta segunda-feira, aos acontecimentos «trágicos e deploráveis» desta madrugada que causaram a morte do Presidente Nino Viera e do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, General Tagmé Na Waié.

A mensagem de condolências foi enviada ao presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné Bissau, Raimundo Pereira. O chefe de Estado português lamenta, em seu nome e do povo português, «os trágicos e deploráveis atentados» que causaram a morte do Presidente da República da Guiné Bissau e do Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, General Tagmé Na Waié.

«Repudiamos veementemente estes atentados, bem como todos os actos que visem alterar, pela força e violência, a ordem constitucional e o normal funcionamento das instituições democraticamente eleitas», refere Cavaco Silva.

O chefe de Estado lembra Nino Vieira como «um homem e um político que conhecia bem» e com quem trabalhou «no estreitamento da amizade e cooperação entre Portugal e a Guiné-Bissau, bem como na defesa dos princípios e valores que unem» os dois povos, no quadro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

«O Presidente Nino Vieira havia sido eleito democraticamente para a mais Alta Magistratura da Nação, pelo que a preservação do normal funcionamento das instituições e o respeito pela ordem constitucional da Guiné-Bissau será a melhor homenagem que poderá ser feita à sua memória», defende.

Na mensagem de condolências, Cavaco Silva recorda que «o povo da Guiné-Bissau manifestou, ainda recentemente, num processo eleitoral que mereceu os elogios da comunidade internacional, o seu apego à democracia e a sua esperança no futuro de paz e de desenvolvimento, a que, de há muito, tem direito».

«Espero, sinceramente, que os agentes políticos e as forças militares demonstrem, pelo seu comportamento, que compreenderam o sinal que lhes foi enviado, de forma tão eloquente, pelo Povo da Guiné-Bissau, e que se mostrem à altura das esperanças neles depositadas», refere ainda, reiterando «o firme e empenhado apoio de Portugal aos esforços da Guiné-Bissau em prol da paz, da consolidação da democracia e do desenvolvimento económico e social».