O Presidente da República afirmou hoje que neste momento não está prevista a participação de militares portugueses na coligação internacional contra o Estado Islâmico, mas reiterou «o apoio inequívoco» de Portugal à coligação.

«O que posso confirmar é que até este momento não está prevista uma participação dos militares portugueses no combate ao movimento terrorista Estado Islâmico», disse o chefe de Estado português, Aníbal Cavaco Silva.

Cavaco Silva sublinhou, contudo, que apesar de até este momento não estar prevista a participação de militares portugueses no combate ao Estado Islâmico, «Portugal apoia inequivocamente a coligação internacional que faz frente a esse movimento terrorista».

O Presidente da República, que falava na conferência de imprensa final do 10.º encontro do Grupo de Arraiolos, que decorreu no Mosteiro de Tibães, em Braga, lembrou ainda que o envio de militares para integrar coligações internacionais é uma matéria que, nos termos da legislação, requer uma análise e discussão no Conselho Superior de Defesa Nacional, que é presidido pelo chefe de Estado e integra o primeiro-ministro, outros membros do Governo, além de todos os chefes militares.

«Normalmente este conselho superior de defesa nacional normalmente reúne-se por proposta dos chefes militares depois de analisarem a natureza da ameaça, dos riscos e da solicitação que nos é apresentada pelos parceiros internacionais», acrescentou o Presidente da República, que é também o Comandante Supremo das Forças Armadas.

Na segunda-feira, o ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar Branco, assegurou que Portugal vai participar na coligação internacional contra o Estado Islâmico, ressalvando, contudo, que «a seu momento se verá» de que forma Portugal participará, tendo em conta que a colaboração pode acontecer de várias formas, designadamente através «de treino, de inteligência, de formação» ou humanitária.