O ex-Presidente da República Cavaco Silva felicitou António Guterres pela sua eleição, esta quarta-feira, para o cargo de secretário-geral das Nações Unidas, fazendo votos para que "a sua sensatez e o respeito que a sua voz inspira no mundo possam fazer a diferença".

É com particular orgulho que felicito o engenheiro António Guterres pela sua eleição para o cargo de secretário-geral das Nações Unidas", refere o antigo chefe de Estado, numa mensagem enviada à Lusa a propósito da eleição do ex-primeiro-ministro no Conselho de Segurança para secretário-geral das Nações Unidas.

Sublinhando estar certo de que António Guterres "muito prestigiará Portugal no exercício das suas novas funções", Cavaco Silva diz fazer votos para que "a sua sensatez e o respeito que a sua voz inspira" possam fazer a diferença, "num mundo que vive tempos particularmente difíceis e incertos".

Cavaco Silva refere ainda que a eleição do ex-primeiro-ministro português deve-se, em primeiro lugar, "ao mérito demonstrado na campanha que teve lugar e na capacidade de liderança e competência com que exerceu as funções de Alto-Comissário para os Refugiados".

Deve-se também ao prestígio de Portugal no mundo como país facilitador do diálogo entre os povos, defensor da paz entre as nações e do combate à fome e à pobreza e à eficácia da diplomacia portuguesa", acrescenta o ex-Presidente da República.

Na mensagem, Cavaco Silva lembra ainda declarações que proferiu em fevereiro, quando condecorou António Guterres: "Como tive oportunidade de afirmar em Fevereiro passado, quando lhe impus as insígnias da Grã-Cruz da Ordem da Liberdade, o engenheiro Guterres tem indiscutivelmente o perfil, a experiência e os conhecimentos para desempenhar o mais alto cargo do sistema das Nações Unidas".

O Conselho de Segurança anunciou hoje que o português é o "vencedor claro" da votação, recebendo 13 votos de encorajamento (em 15 votos), sem qualquer veto.

Este órgão, com poder de veto, deverá aprovar na quinta-feira uma votação a indicar o nome de António Guterres para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, formalizando assim a eleição do sucessor de Ban Ki-moon.

Guterres vai liderar, a partir de janeiro, uma casa que conhece bem, depois de ter chefiado o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), entre junho de 2005 e dezembro de 2015, uma organização com cerca de 10.000 funcionários em 125 países.

Leia também o perfil completo do engenheiro católico e socialista que vai liderar a ONU