O Presidente da República vai receber na terça-feira às 18:00 o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, segundo a agenda do chefe de Estado divulgada esta segunda-feira. O encontro do chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, com o presidente do PSD irá acontecer dois dias depois das eleições de domingo que deram a vitória à coligação PSD/CDS-PP e após as reuniões dos órgãos de direção mais restritos que se realizam hoje.

No domingo, a coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) venceu as eleições com 38,55% (104 deputados), o PS conseguiu 32,38% (85 deputados), o BE subiu a terceira força política com 10,22% (19 deputados), a CDU alcançou 8,27% (17 deputados) e o PAN vai estrear-se no parlamento, com um deputado, 1,39% dos votos.

Nas últimas eleições legislativas, a 05 de junho de 2011, o Presidente da República recebeu o líder do partido mais votado - também o PSD de Pedro Passos Coelho - logo no dia a seguir ao ato eleitoral.

Nesse encontro, Cavaco Silva incumbiu Passos Coelho de "desenvolver de imediato diligências" para "propor uma solução governativa" com apoio parlamentar maioritário, a ser comunicada ao chefe de Estado "antes da publicação do mapa oficial" dos resultados eleitorais.

Nove dias depois das eleições, a 14 de junho, Cavaco Silva recebeu pela segunda vez o líder do PSD, ainda antes de começar a ouvir os partidos com representação parlamentar. Nesse encontro Passos Coelho comunicou ao Presidente da República que o PSD e o CDS-PP dispunham de uma "solução maioritária de Governo".

Nesse mesmo dia, o chefe de Estado começou a ouvir os partidos com assento parlamentar, encontros que se prolongaram até ao dia seguinte.

Após a conclusão das audições, Belém anunciou que tinha indigitado o líder do PSD para o cargo de primeiro-ministro.

Nas eleições de 27 de setembro de 2009, que deram a vitória ao PS, sem maioria, o Presidente da República recebeu o então secretário-geral socialista José Sócrates a 01 de outubro.

A 08 de outubro, o chefe de Estado começou a ouvir os partidos, e a 12 de outubro José Sócrates foi indigitado primeiro-ministro.