O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, destacou hoje em Seul a importância da cooperação a nível académico como uma forma de reforçar o conhecimento entre Portugal e a Coreia do Sul.

O chefe de Estado português sublinhou que na agenda da sua visita oficial à República da Coreia, que hoje iniciou, está «não apenas o reforço da cooperação política, económica e social, mas também o reforço da cooperação entre os nossos países na área académica».

O Presidente dirigia-se a reitores e responsáveis de universidades e institutos científicos e tecnológicos sul-coreanos e representantes da academia portuguesa, que hoje assinaram em Seul protocolos de cooperação entre as instituições.

«É muito importante o reforço da cooperação entre as universidades portuguesas e coreanas», disse Cavaco Silva, que salientou «um ativo muito importante: o conhecimento».

«O conhecimento conduz à inovação e descoberta e um dos objetivos da minha visita é o de contribuir para um melhor conhecimento pelos coreanos do meu país e, ao mesmo tempo, contribuir para um melhor conhecimento da Coreia pelos portugueses», disse.

No entanto, o Presidente defendeu que a cooperação pode ser aprofundada: «Podemos fazer muito mais. Há um potencial que podemos explorar no futuro», sublinhou.

Na sua intervenção, o chefe de Estado destacou que esta é a primeira visita oficial de um Presidente português à Coreia, manifestando a sua satisfação por ser o primeiro «a visitar este país amigo».

Entre os acordos hoje celebrados, Cavaco Silva mencionou o protocolo de cooperação entre o Camões, Instituto da Cooperação e Língua e a Universidade Hankuk de Estudos Estrangeiros, que pretende desenvolver a cooperação institucional e promover o ensino da língua e cultura portuguesa naquela instituição, onde há cerca de 300 alunos a aprender português.

«O português é a língua mais falada no hemisfério sul. Algumas vezes é uma surpresa para muitas pessoas, mas é um facto», lembrou o Presidente, que referiu que, no final desta visita oficial, viajará para Timor-Leste para participar na cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na próxima quarta-feira.

«Somos agora oito países no mundo, em quatro continentes: Europa, África, américa e Ásia, que têm o português como língua oficial», afirmou, sem se referir ao pedido de adesão ao bloco lusófono da Guiné-Equatorial (onde a língua mais falada é o espanhol e o português foi instituído como língua oficial há cerca de quatro anos), que deverá ser discutido na cimeira pelos chefes de Estado e de Governo dos oito países da comunidade.

O Presidente lembrou depois que a União Europeia e a Coreia do Sul têm «uma relação estratégica em muitas áreas», nomeadamente a nível comercial, político e de segurança, e que deve ser aproveitada.

Além do protocolo entre o instituto Camões e a Universidade Hankuk foram hoje celebrados um outro protocolo entre a Universidade Católica Portuguesa e a Universidade de Seul e memorandos de entendimento entre a universidade do Minho e o Instituto de Ciência e Tecnologia da Coreia e a Universidade Nacional de Chonbuk. Segunda-feira será celebrado um protocolo entre o Instituto Superior Técnico e a Universidade de Seul.