O Presidente da República afirmou esta terça-feira em Oslo perante empresários noruegueses que as projeções apontam para um crescimento da economia portuguesa de 1,7% em 2015, exortando os investidores a aproveitarem as oportunidades de cooperação.

Depois de há dois meses em Paris, durante uma visita à OCDE, Aníbal Cavaco Silva ter afirmado que a taxa de crescimento da economia portuguesa em 2015 poderia chegar aos 2% devido à quebra do preço do petróleo e à depreciação do euro, esta manhã em Oslo, perante um grupo de empresários e investidores do setor energético, o chefe de Estado preferiu falar apenas de projeções.

"As projeções para economia portuguesa para o período 2015-2017 apontam para uma recuperação gradual do crescimento económico", disse.


Assim, continuou, depois de um crescimento de 0,9% em 2014, o crescimento anual projetado para 2015 é de 1,7%, seguido de um crescimento de 2% nos anos subsequentes.

Com responsáveis pelas principais empresas portuguesas do setor da energia, como a Galp, REN, EDP Inovação, EFACEC, e representantes noruegueses da indústria naval, fundos financeiros, do setor da energia e gás sentados à volta da mesa, o Presidente da República tentou demonstrar o "grande potencial de cooperação" que existe entre Portugal e a Noruega, manifestando a convicção de que "é possível ir muito mais longe, se os empresários aproveitarem as oportunidades de cooperação".

"O potencial para cooperação e para parcerias estratégicas no setor do energia é grande", salientou.


Falando em Portugal e na Noruega como "os gigantes marítimos da Europa", Cavaco Silva fez ainda referência às condições únicas de investimento na 'economia azul' portuguesa.

As relações privilegiadas que os portugueses mantêm com África e a América do Sul, em especial os países de língua oficial portuguesa, foram igualmente destacadas pelo chefe de Estado, que também falou nas reformas estruturais adotadas nos últimos anos, referindo que permitiram a melhoria da competitividade e a criação de um bom ambiente de negócios e investimento.

O défice está controlado, o desemprego a cair, a exportações aumentam, o investimento privado está a recuperar e a balança externa apresenta agora um saldo positivo de 2%, observou o chefe de Estado.

Falando depois do Presidente da República, o ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, assegurou que a energia é para Portugal "um compromisso de longo prazo".

Jorge Moreira da Silva referiu ainda a crise que o país atravessou nos últimos três anos como impulsionadora de grandes reformas no setor da energia, com Portugal a ter reduzido já a sua dependência económica.