O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, agraciou esta segunda-feira o ciclista Sérgio Paulinho, os ex-velejadores Hugo Rocha e Nuno Barreto e o presidente do Comité Olímpico de Portugal com a Ordem do Infante D. Henrique.

Sérgio Paulinho, prata na prova de fundo de ciclismo em Atenas2004, e Hugo Rocha/Nuno Barreto, bronze na classe 470 em Atlanta1996, tinham sido os únicos atletas medalhados em Jogos Olímpicos ou Paralímpicos a estarem ausentes da cerimónia de Homenagem Nacional ao Desporto, que teve lugar a 27 de maio.

O Presidente da República recordou a cerimónia “inédita”, que se impunha realizar, uma vez que se tratava de “reconhecer publicamente a honra que [os atletas] tinham dado aos portugueses ao ver levantar a bandeira nacional”, e referiu que a agraciação de hoje supõe o reconhecimento do mérito e percurso desportivos dos três atletas medalhados.

“Ser condecorado pelo Presidente da República tem um significado bastante importante. Quando ganhei a medalha, não tinha noção do impacto que poderia ter. Já foi há tantos anos, mas continuo a ser condecorado”, sublinhou o ciclista da Tinkoff.






Questionado sobre uma agraciação que chega 20 anos depois da medalha conquistada em Atlanta, Nuno Barreto assumiu que “mais vale tarde do que nunca”. “Nem sempre os reconhecimentos são feitos na altura devida”, acrescentou, indicando que ter um reconhecimento ao mais alto nível da Nação o enche de orgulho.

Hugo Rocha confessou que o bronze lhe mudou a vida – “sem medalha não estaria aqui, não estaria há dez anos a trabalhar em Barcelona” – e que a agraciação com a Ordem do Infante D. Henrique vai ficar na sua história pessoal.

“Decidi agraciar o presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, homem que tem dedicado a maior parte da sua vida ao desporto e se tem empenhado fortemente na defesa do movimento olímpico”, destacou.


O presidente do COP mostrou-se honrado com a distinção, assumindo-se “muito grato” a Cavaco Silva.

“Os méritos que me reconhece têm de ser partilhados. Ninguém, por mais talentoso que seja, consegue algo na vida sozinho. Os atletas aqui presentes sabem-no bem”, disse José Manuel Constantino, na cerimónia que decorreu no Palácio de Belém.