O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, apelou esta sexta-feira, em Vizela, a um crescente «espírito solidário» dos portugueses, sublinhando que «os tempos assim o exigem».

Falando na sessão de encerramento das comemorações dos 100 anos da Santa Casa da Misericórdia de Vizela, Cavaco Silva destacou o espírito solidário daqueles que não desistiram do crescimento da instituição, traduzido na recente inauguração de uma unidade de cuidados continuados, apesar das «vicissitudes da história que nem sempre favoreceram» a concretização do projeto.

«O povo de Vizela e os seus homens bons deram mais uma lição a todos nós. Faço votos de que esta vontade solidária se mantenha e se acrescente. Os tempos assim o exigem», afirmou o Presidente.

Sublinhou, concretamente, a necessidade de «olhar» pelas crianças, apoiar as famílias e os mais carenciados, acolher os idosos e garantir a dignidade na doença.

Cavaco foi vaiado à chegada a Vizela por cerca de duas dezenas de manifestantes, num protesto promovido pela CGTP para exigir ao Presidente da República (PR) que demita o Governo.

«O PR jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição, mas este Governo está constantemente a violar essa mesma Constituição. É, por isso, um Governo ilegal e tem de ser demitido», afirmou Joaquim Daniel, coordenador da União dos Sindicatos de Braga.

Protestos à parte, Cavaco aproveitou o facto de estar num concelho termal para apelar à aposta do país no turismo de saúde.

«O turismo de saúde é uma das nossas potencialidades, pelo que faz todo o sentido apostar nesta área», referiu.

Para Cavaco, Portugal, «neste tempo de grande exigência», só pode ser «bem-sucedido» se apostar no conhecimento, no desenvolvimento de novas técnicas, na diferenciação dos produtos, na excelência da execução e na qualidade do apoio aos clientes.

O PR lembrou o «papel essencial» dos municípios na promoção das suas terras e na criação de condições favoráveis ao empreendedorismo e à instalação de indústrias, por forma a atrair investimento.