O Presidente da República considerou no sábado à noite que uma redução da carga fiscal em determinados setores da economia portuguesa ou grupos de contribuintes, resultaria num amento das «injustiças fiscais e na criação de ineficiências».

«A elevada fiscalidade é um mal nacional, não é um mal de um setor específico. Seria errado se olhássemos isoladamente (...) porque se o fizéssemos sem uma visão global de todo o sistema, isso conduziria a um aumento das injustiças fiscais e à criação de ineficiências» disse Cavaco Silva, em Albufeira, durante um discurso no encerramento do evento de golfe Taça Portugal Solidário.

O chefe de Estado respondia ao apelo dos operadores de golfe que reclamam uma redução dos impostos numa área que, segundo Cavaco Silva, representa um dos setores que tem contribuído para a dinamização da economia através do turismo.

«O turismo é uma componente das mais fortes da recuperação económica do nosso país e o golfe tem vindo a dar o seu contributo, apresentando-se Portugal devido às suas condições bastante competitivo para atrair golfistas de múltiplas partes do mundo», destacou.

Para o Presidente da República, o turismo nacional atravessa «um bom momento, verificando-se aumentos significativos da procura externa».