indigitar Pedro Passos Coelho


“O sr. Presidente da República está a comportar-se como um líder de seita, a tentar criar instabilidade e a fazer chantagens. É completamente inaceitável que assim seja. A solução formal (indigitar Passos Coelho) tem todo o cabimento, e não a contesto. Não é aceitável [é] que um Presidente da República venha dizer que não aceita soluções que sejam democraticamente sufragadas no país e no parlamento. (…) O sr. Presidente da República não pode pôr e dispor. Tem de ouvir o que é a vontade popular nas eleições e tem de respeitar o que for o compromisso parlamentar que se encontrar para uma solução de governo estável.”







“O discurso quer limitar a liberdade, dizendo que aconteça o que acontecer nas eleições soluções de Governo têm de ser sempre as mesmas, mesmo que as pessoas decidam nas eleições quebrar o ciclo do empobrecimento. (…) O que [Cavaco Silva] disse foi: ‘para segurar o meu partido no poder, prefiro que não haja Orçamento do Estado em Portugal.’”






Veja também: “Não estamos a impor o programa do Bloco de Esquerda”

“Em primeiro lugar, manteremos e finalizaremos as negociações com o PS, que envolvem também o PCP, para um solução viável e estável de Governo que quebre o ciclo de empobrecimento. Esse é o nosso compromisso. Em segundo lugar, mantemos o nosso compromisso de derrubar o governo da direita, ou seja, Pedro Passos Coelho bem pode ser indigitado, mas será confrontado com uma moção de rejeição no parlamento e o seu Governo não passará."