A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) Catarina Martins acusou, este domingo, o Governo de «passividade» sobre os contratos «swap», por ter estado «sentado em cima de um problema», durante dois anos, «que custa 3.000 milhões de euros».

«Este Governo esteve sentado dois anos em cima de um problema que custa 3.000 milhões de euros ao Estado português e, durante dois anos, não fez absolutamente nada», criticou.

Para coordenadora do BE, a «marca da indecência deste Governo» é esta «passividade» face aos contratos «swap», que são «especulativos» e «tóxicos», e «todo o benefício que é dado a esta economia de casino».

A coordenadora do BE falava à agência Lusa à margem da visita que efetuou a Portalegre, onde visitou uma instituição que presta apoio a pessoas sem-abrigo.

Catarina Martins reagia às declarações do ex-ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos, que, no sábado, revelou à Lusa ter comunicado ao sucessor, Vítor Gaspar, «toda a informação necessária» sobre os contratos «swap» (derivados financeiros sobre taxas de juro).

Catarina Martins frisou este domingo à Lusa que os «swap» são «um bom exemplo» da política de «dois pesos e duas medidas» do atual Governo do PSD/CDS-PP.

Uma política que é «tão rápida a cortar no apoio a quem mais precisa, nas pensões, nos salários, nos serviços públicos», mas que, «depois, quando chega à finança é tão lenta e é todo privilégio», criticou. «Este Governo tem desperdiçado recursos e tem sangrado a economia em nome de uma finança que não fica nunca saciada», argumentou.

Catarina Martins defendeu que o Governo tem sido «incapaz de dar as respostas que são precisas na emergência social, na solidariedade, nos serviços públicos, na decência de salários, no apoio a quem mais precisa». O Executivo tem é ficado «completamente passivo a ver o que é a sangria dos recursos públicos para a economia de casino», insistiu.