"O Governo comporta-se como uma espécie de carteirista que, tendo roubado uma carteira com 100 euros, nos promete agora devolver 70 cêntimos, se lhe agradecermos, ou seja, se votarmos nele. E, mesmo esses 70 cêntimos que nos vai mostrando, não são dele, mas das empresas a quem não devolveu o IVA a tempo", alegou Catarina Martins.


"O Governo criou um simulador no seu portal, para que as pessoas vejam quanto da sobretaxa lhes vai ser devolvido, se a recolha de impostos for boa. E dizem-nos que os dados da execução orçamental do primeiro semestre mostram que essa recolha pode vir a ser boa", referiu.


"Com tantos ‘ses' no caminho, ninguém sabe nada, não há certeza nenhuma, mas, o Governo já gastou o dinheiro de nós todos a criar um simulador no portal, que é um instrumento da propaganda PSD-CDS. Não há simulação nenhuma sobre números que não existem: é um assalto e um assalto para propaganda!", sustentou.


"Isto quer dizer que pagamos impostos como nunca, para ter menos educação do que nunca ou menos saúde do que nunca, porque mais dinheiro do que nunca está a ir para pagar a dívida pública", frisou.


"É péssimo que todo o nosso esforço vá, cada vez mais, para os especuladores da dívida pública: para quem aposta na falência do nosso Estado", concluiu.


“Esta campanha é provavelmente a mais vergonhosa"


"Esta campanha é provavelmente a mais vergonhosa a que o nosso país já assistiu: não estávamos habituados a tamanha desfaçatez! Mas, estou convencida de que o Governo sabe que toda a gente sabe que eles estão a mentir!", alegou.


"O Governo mente todos os dias, à espera que a mentira faça as pessoas ficarem em casa, desiludidas com a democracia e com a política. A mentira é uma forma de nos pôr em casa, de quem está mais revoltado e de quem mais sofreu com a crise ficar desalentado e não ir votar", sustentou.


"É a estratégia da mentira e do medo que o Governo quer para estas eleições! O medo de que mudar alguma coisa possa ser ainda pior, depois de já nos ter oferecido o pior de todos os piores; e a mentira querendo a descrença de toda a atividade política", acrescentou.




"Depois há quem diga que é preciso uma outra política, mas que é melhor não abanar o barco e não fazer nada de muito diferente porque isso pode ser perigoso: isso é-nos oferecido pelo PS", evidenciou.


"Com a reestruturação da dívida, com uma reforma fiscal e o aumento do salário mínimo nacional é possível dar uma vida digna aos portugueses", concluiu.