«O Syriza é largamente maioritário mas não teve maioria absoluta, portanto não podia formar governo sozinho e teve de fazer governo com o partido» que partilha o «confronto essencial que a Grécia tem pela frente, com a Comissão Europeia, com Angela Merkel, para acabar com o memorando e a austeridade no país».


«Esta é uma coligação que permite o confronto europeu, mas não é uma coligação de desistir de nenhuma das bandeiras», advogou.


«Não há em Portugal um partido de direita antiausteridade, é um quadro que não pode ser transposto para Portugal», alegou.


Futuro da Europa joga-se nos países do sul



«Sabemos já que os governos da direita vão ser derrotados, sabemos que o governo da direita vai ser derrotado em Espanha e que o governo da direita também vai ser derrotado em Portugal, mas é preciso saber mais do que isso, é preciso saber que também que a essa derrota vai seguir-se uma política completamente diferente», declarou.












«A vitória do Syriza [na Grécia] põe o centro da política europeia onde ela deve estar, com uma proposta económica que mostra que pode ser viável dar resposta às pessoas, dizendo que é preciso renegociar as dívidas dos países periféricos, a dívida grega, mas também a dívida de Espanha, de Portugal, de Itália, esse movimento é muito importante», acrescentou.