A coordenadora do BE avisou este domingo que a discussão do Orçamento do Estado para 2018 é sobre escolhas e não restrições, sublinhando que os bloquistas recusam "gerir o que já foi feito" porque querem "fazer o que falta".

Nós não vamos gerir o que já foi feito, vamos fazer o que falta fazer e o que nos comprometemos a fazer quando fizemos os acordos em novembro de 2015", afirmou Catarina Martins, no discurso de mais de meia hora, que fez no encerramento do Fórum Socialismo 2017, a rentrée política do BE.

A líder bloquista foi perentória e deixou um aviso ao Governo: "no próximo Orçamento do Estado nós vamos estar a discutir escolhas, muito mais do que restrição".

Professores precários nos quadros

A coordenadora do BE, Catarina Martins, exigiu ainda que os 11 mil professores contratados precariamente pelas escolas todos os anos sejam vinculados até ao final da atual legislatura.

Para o Bloco de Esquerda, vincular os 11 mil professores contratados de que a escola precisa tem de ser também um compromisso para o resto da legislatura. Se não é possível, ou se há dificuldade em fazer a vinculação num só ano, então temos dois anos para o fazer", disse Catarina Martins no encerramento do Fórum Socialismo 2017, a rentrée política do BE.

Na opinião da coordenadora do BE é fundamental "responder no tempo desta legislatura pela condição dos professores e das professoras contratadas, porque há décadas que este problema se arrasta", sendo este um dos temas que o partido vai levar para as negociações do Orçamento do Estado para 2018.

No momento em que as escolas estão quase, quase a abrir, não podemos deixar de fora a causa dos professores contratados", começou Catarina Martins por dizer.

Está em curso, de acordo com a líder bloquista, "um programa para a regularização dos vínculos precários na administração pública", avisando que o BE está "muito atento a esse programa", porque sabe que "está atrasado e tem algumas insuficiências".

Os professores não estão nesse programa, ficaram de fora porque havia um outro processo de vinculação em curso, mas é muito curto", explicou.

As escolas precisam todos os anos de "mais 11 mil professores do que aqueles que foram vinculados", professores que, segundo Catarina Martins, "são contratados, que são precários, mas de que as escolas precisam todos os dias".

Cada dia que esses professores e essas professoras trabalham precariamente nas escolas é um dia em que os atacamos no seu trabalho, mas é também um dia em que as escolas estão precárias", lamentou.