A coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins anunciou este sábado que o partido levará em setembro à Assembleia da República a adoção e a coadoção por casais do mesmo sexo.

Na próxima sessão legislativa, em setembro, o BE «vai propor a legislação necessária para que todas as famílias tenham os mesmos direitos e a adoção e a coadoção por casais do mesmo sexo vão voltar à Assembleia da República», afirmou Catarina Martins, no Porto, no âmbito da Marcha do Orgulho LGBT, que teve início esta tarde na praça da República.

Segundo a dirigente do BE, todas as crianças têm direitos e todas as famílias têm de ser respeitadas, não podendo «o preconceito valer mais do que a cidadania».

«Esta é uma batalha que fazemos sempre e faremos. Na próxima sessão legislativa lá estaremos, mais uma vez», frisou.

Catarina Martins destacou a realização da Marcha do Orgulho LGBT, afirmando que «momentos como este são momentos em que as pessoas saem à rua para não deixar que os silêncios da discriminação e do preconceito sejam um impedimento aos direitos de todos, ao gozar da liberdade de todos».

«O BE tem tido como bandeiras consistentes ao longo dos anos os direitos de todas as pessoas e muita coisa foi já conquistada nos últimos anos», disse, acrescentando que «a direita travou» a lei da coadoção nesta sessão legislativa pondo «o preconceito à frente dos direitos das crianças».

Este ano, a 9.ª Marcha do Orgulho LGBT no Porto tem como tema a família LGBT e a parentalidade LGBT.

Paula Antunes, da organização da marcha, afirmou que «Portugal é o único país do mundo» em que «o casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido mas nenhum tipo de parentalidade é permitida por pessoas do mesmo sexo ou mulheres solteiras».

Neste dia, Gisberta Salce Junior, mulher transexual que foi morta há nove anos, não foi esquecida e «faz sentido» que assim seja enquanto «diariamente morrerem pessoas vítimas de homofobia, bifobia e transfobia», salientou Paula Antunes.