A porta-voz do BE sublinhou esta quarta-feira a convergência com o PCP quanto à necessidade de reestruturação da dívida portuguesa e de combate às anunciadas privatizações de empresas públicas, após reunião na sede comunista, em Lisboa.

«Sendo o BE e o PCP partidos diversos, com percursos e posições diversas em muitas matérias, temos uma convergência essencial sobre a necessidade e os meios de Portugal sair da crise e a responsabilidade que temos para essa alternativa para o país. E que essa saída da crise se faz pela reestruturação da dívida soberana», afirmou Catarina Martins.

A dirigente bloquista salientou ainda que a alternativa política para Portugal passará por «parar o processo de privatizações em curso e recuperar o controlo público dos setores estratégicos da economia», designadamente «a energia, o serviço postal e a TAP».

«A convergência entre BE e PCP, é, sem dúvida, sinal de que há outra resposta política no país, que a austeridade não é inevitável e que, mudando os condicionamentos a que Portugal tem estado sujeito, uma voz forte do nosso país na Europa, e obrigando a finança a assumir o prejuízo da crise que criou, pode fazer sair o país da crise. É uma alternativa política crescentemente consistente. Não estamos condenados a uma alternância e rotativismo que seja sempre mais do mesmo», disse.

Segundo Catarina Martins, a «recuperação dos rendimentos do trabalho, os salários e as pensões» faz também parte das opções com as quais bloquistas e comunistas estão em sintonia.