A coordenadora do Bloco de Esquerda considerou esta quarta-feira que a realização da prova de avaliação dos professores contratados «é um ataque à dignidade dos docentes» e acusou o ministro da Educação de querer destruir a escola pública.

Catarina Martins, que está esta manhã na escola secundária Padre António Vieira, em Lisboa, disse à agência Lusa que o Bloco de Esquerda (BE) está solidário com os professores contratados, num dia em que se deve realizar uma prova que é um «ataque à dignidade dos docentes» e à escola pública.

«Esta prova não tem sentido nenhum e é quase uma vingança contra uma geração, ao decidir que esta seja feita apenas pelos professores com menos de cinco anos de serviço», considerou Catarina Martins.

A coordenadora do BE salientou que o ministro da Educação, Nuno Crato, está a entreter os professores com esta «prova de humilhação» e acusou-o de «não fazer o que a lei obriga, que o Provedor de Justiça e a Comissão Europeia dizem que tem de ser feito: vincular os professores contratados».

«Há décadas que os professores contratados trabalham como precários e são eles que fazem a escola pública todos os anos», declarou.

Mais de 13 mil professores estão inscritos na contestada prova de avaliação de conhecimentos, no mesmo dia em que os sindicatos da Fenprof marcaram uma greve, que, espera a organização, terá uma adesão total.

«Hoje, o BE está solidário com a luta dos professores contra esta prova, porque a prepotência do Ministério de Nuno Crato destrói a escola pública. O que se exige é que o Governo cumpra a lei e que os professores contratados deixem de ser precários», sublinhou.

Sobre o ambiente que se vive na escola secundária Padre António Vieira, Catarina Martins contou que existe «uma onda de solidariedade» entre os professores do quadro, professores contratados com mais de cinco anos de serviço e os contratados há menos tempo.

«Os professores estão a aguardar novidades sobre a providência cautelar interposta para ver se a prova pode ou não ser realizada», vincou.