Os cartazes de apoio a José Sócrates chegaram à capital esta terça-feira depois de, na semana passada, um outdoor semelhante ter surpreendido a cidade que recebeu as comemorações do 10 de junho, Lamego.

 

São iniciativas de apoio ao ex-primeiro-ministro que partem do movimento cívico “José Sócrates, sempre”, um grupo de cidadãos unidos pela defesa da libertação do ex-governante, que se encontra em prisão preventiva no estabelecimento prisional de Évora.

 

O movimento, que tem uma página no Facebook onde divulga as suas ações, já realizou algumas concentrações solidárias e continua empenhado em espalhar a mensagem que lhe dá o nome, como explicou o porta-voz do movimento, José António Pinho, à TVI24.

"Vamos implementar a nossa luta. Queremos sensibilizar a opinião pública e queremos que isto não caia no esquecimento."

TVI24

Por isso, já têm outras iniciativas agendadas, nomeadamente uma nova concentração junto ao estabelecimento prisional de Évora, marcada para 5 de julho.

 

Os cartazes surgem numa altura em que muito se debate a influência que o caso José Sócrates terá nas legislativas deste ano. Saíra o PS prejudicado? Esta é a questão que estará a assombrar os socialistas, num momento em que os partidos já marcam passo, em pré-campanha, rumo ao ato eleitoral.

O caso que, de resto, tem conhecido novos e importantes contornos nos últimos tempos. José Sócrates recusou, na semana passada, a prisão domiciliária com pulseira eletrónica, numa atitude que foi considerada por muitos comentadores como um “braço-de-ferro” que pretende manter a estratégia de auto-vitimização.

 

Entretanto, um  novo pedido de Habeas Corpus, o sétimo, vai ser analisado pelo Supremo e a decisão será conhecida esta quarta-feira.

O secretário-geral socialista, António Costa, tem mantido o silêncio sobre este assunto, argumentando sempre que "não comenta decisões judiciais."

Esta terça-feira, o líder parlamentar socialista Ferro Rodrigues visitou Sócrates na prisão de Évora, mas não fez declarações aos jornalistas.