A JSD decidiu participar no debate sobre o fim dos contratos de associação entre o Estado e colégios privados onde há oferta pública com uma imagem polémica: um cartaz que compara o secretário-geral da Fenprof a Estaline e o ministro da Educação a uma marioneta.

“Isto Stalin(do), está." O título do cartaz surge em jeito de trocadilho e provocação, sugerindo uma alusão às políticas do líder da União Soviética.

Mas para que não restem dúvidas, a imagem deixa clara a posição da JSD: Mário Nogueira surge retratado como Estaline e Tiago Brandão Rodrigues aparece como uma marioneta. Em baixo, uma questão: “Foi nisto que votou?”.

A montagem, que está a dar que falar, serve para ilustrar um comunicado em que os jovens sociais-democratas assinalam a sua oposição ao fim dos contratos de associação nas zonas em que há oferta pública.

No texto, partilhado no Facebook esta segunda-feira, a JSD desfere uma série de críticas, quer à Fenprof quer ao Governo, defendendo uma ideia central: a de que o “melhor modelo [de educação] é aquele que prepare melhor as crianças e jovens portugueses”, “seja ele estatal ou não estatal”.

“A JSD considera que Portugal deve desenvolver o melhor modelo educativo para cada criança e jovem português. E o melhor modelo não é o que agrade mais ao comunista Mário Nogueira, que há muitos anos que não sabe o que é dar aulas; o melhor modelo não é o que mais agrade aos presidentes de Câmara, ao Ministro da Educação, aos diretores dos colégios ou a qualquer outro interveniente nesta polémica. O melhor modelo é aquele que prepare melhor as crianças e jovens portugueses.”

O Executivo de António Costa também é atacado por ter recusado a elaboração de "um estudo profundo e rigoroso sobre os custos de financiamento dos diversos sistemas". 

Mais, para a JSD esta é a prova de que Portugal tem um governo "protocomunista", que só quer "fazer boa figura nos exames trimestrais perante o corporativismo sindical".

"Por fim, a JSD quer denunciar a recusa do Governo em pedir um estudo profundo e rigoroso sobre os custos de funcionamento dos diversos sistemas, em função do caráter estatal e não estatal, dos diversos ciclos de estudos e da região do país. Esta recusa só vem confirmar a suspeita da JSD de que este Governo protocomunista não quer, nunca quis, decidir em função do bem público, e pretende tão só e apenas fazer boa figura nos exames trimestrais perante o corporativismo sindical."

A publicação conta com dezenas de partilhas e comentários, muitos repletos de críticas e palavras de indignação. Há mesmo quem se assuma militante do PSD e se mostre "envergonhado" com a montagem, como escreve um utilizador: "Enquanto militante do PSD, considero que esta intervenção da JSD é uma vergonha".

 

Esta não é a primeira vez que uma montagem da JSD causa polémica. Em dezembro, um outro cartaz motivou uma enxurrada de críticas nas redes sociais. A ideia era atacar a união da esquerda, só que os jovens sociais-democratas usaram uma imagem histórica de fundo de quando a União Soviética derrotou o nazismo, pelo que acabaram por comparar o governo de Passos Coelho ao nazismo.