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Passos Coelho critica compra de 2500 viaturas pelo Estado

Líder do PSD lembra que em Inglaterra a política é pôr os ministros a andar de transportes públicos

Por: Redacção / CLC  |  5- 9- 2010  17: 13

O presidente do PSD criticou este domingo a compra de 2500 viaturas pelo Estado português no valor de 35 milhões de euros, assinalando que em Inglaterra a política é pôr os ministros a andar de transportes públicos.

«É um sintoma dos tempos que vivemos que em Inglaterra a notícia seja a de que o primeiro-ministro decidiu que os membros do Governo, por norma, tivessem de se deslocar em transportes públicos e que em Portugal a notícia seja a de que o Estado decidiu comprar até ao final do ano mais 2500 viaturas, gastando 35 milhões de euros. Esta é a diferença», criticou Pedro Passos Coelho.

O presidente do PSD, que falava no encerramento da Universidade de Verão dos sociais-democratas, em Castelo de Vide, respondeu à promessa do primeiro-ministro, José Sócrates, de não deixar cair o tema da revisão constitucional, acusando o PS de mudar de posição.

«Foi dito, sem qualquer rigor, e sem outro propósito que não o de assustar o país, que nós queremos acabar com a escola pública, queremos acabar com a saúde pública e queremos o livre despedimento em Portugal. E, com esta trilogia, há agora quem ache que vale a pena discutir a revisão constitucional», disse Passos Coelho.

«Imaginem, todos aqueles que têm até hoje dito que não é oportuno, que o PSD só devia suscitar esta questão depois das presidenciais, que esta questão não é importante. Em dois meses, isto passou a ser importantíssimo», observou.

Passos Coelho acusou o PS de «falta de decoro» e de querer «criar um clima de falsa tensão no país» e reiterou que a sua intenção é retirar carga ideológica à Constituição da República portuguesa.

O presidente do PSD considerou que se trata de «uma tarefa difícil», que implica «o envolvimento do PS», referindo que nas revisões passadas, «depois de muita insistência, o PS veio atrás».

«E de cada vez que foi feita uma grande revisão da nossa Constituição, o país viveu melhor. Nós temos agora a oportunidade de fazer uma última grande revisão da Constituição. E, depois disso, se a conseguirmos fazer, talvez possamos ficar como aqueles países mais normais que não têm de andar a cada cinco anos a mexer na sua Lei Fundamental», argumentou.

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