O mandatário do Partido da Terra (MPT) por Lisboa, António Carmona Rodrigues, considerou esta quarta-feira que “há valores muito mais importantes” do que as maiorias absolutas ao defender consensos na Assembleia da República.
 

“Não vejo isso [maioria absoluta] uma necessidade absoluta”, disse aos jornalistas o antigo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, durante uma descida pelo Chiado, em Lisboa, que contou com a participação do presidente do MPT, José Inácio Faria, e o cabeça de lista por Lisboa, Manuel Ramos.


Questionado se das eleições legislativas de domingo deve sair uma maioria absoluta, Carmona Rodrigues afirmou que “há muitos bons países na Europa que vivem há muitos anos sem maiorias absolutas e com maior estabilidade” do que Portugal”

“Há muitos partidos que andam a pedir maiorias absolutas e eu acho que há outros valores absolutos muito mais importantes que as maiorias, desde logo o empenho absoluto em se estabelecer pontos e consensos, medidas fundamentais para os portugueses e para Portugal”, sustentou o mandatário do MPT.

Carmona Rodrigues, que defendeu “os diálogos e os entendimentos” na Assembleia da República, considerou também que a campanha eleitoral tem sido "pouco profunda”.

“É importante para as pessoas as questões da segurança social e do emprego, mas há muitas outras que são de primeira importância e que não podem ficar de fora do debate”, disse, acrescentando que, durante a campanha, “tem faltado muitas propostas concretas de problemas reais das pessoas”.

Durante o passeio pelo Chiado, em que apenas era visível algumas bandeiras do partido e sem cumprimentos à população, o presidente do MPT apelou aos portugueses para votarem no domingo, considerando tratar-se de um “ato eleitoral importantíssimo” e os portugueses têm “o futuro nas mãos”.

“O que interessa transmitir aos portugueses na reta final da campanha é que vão votar e espero que votem no Partido da Terra porque temos propostas muito boas. Este é um momento decisivo para os portugueses pensarem que este é o momento para virar a página na história do nosso país”, afirmou aos jornalistas.