O comissário indigitado por Portugal para a futura Comissão Europeia, Carlos Moedas, encontra-se em Estrasburgo, França, para contactos informais com eurodeputados, antes do arranque das audições no Parlamento Europeu, no final do mês.

O comissário português, contactado pela agência Lusa em Estrasburgo, escusou-se a prestar declarações, indicando que só o fará depois da audição perante o Parlamento Europeu.

Carlos Moedas, a quem foi atribuído o pelouro da Investigação, Ciência e Inovação, tem previstos, à margem da sessão plenária, encontros informais com vários eurodeputados, incluindo com o único deputado português membro efetivo da comissão parlamentar perante a qual terá uma audição (Indústria, Investigação e Energia), o líder da delegação do PS, Carlos Zorrinho.

Por ocasião da sessão plenária de rentrée do Parlamento Europeu, que decorre desde segunda-feira e até quinta-feira, muitos dos comissários europeus indigitados para o executivo comunitário liderado por Jean-Claude Juncker deslocaram-se a Estrasburgo para contactos informais com deputados europeus, designadamente aqueles que integram as comissões parlamentares responsáveis pelas audições individuais, indicou fonte parlamentar.

As audições do Parlamento Europeu aos comissários designados para a «Comissão Juncker» terão lugar, em Bruxelas, entre 29 de setembro e 07 de outubro, mas só esta semana será definido o calendário exato dos «exames».

A conferência de presidentes do Parlamento - que reúne os líderes dos grupos políticos - irá reunir-se a 09 de outubro para avaliar as audições, e a 22 de outubro, em Estrasburgo, França, a assembleia irá então pronunciar-se sobre se aceita ou não a Comissão no seu todo (Juncker já foi eleito pelo hemiciclo em julho passado).

Segundo a assembleia, as audições durarão pelo menos três horas, podendo os comissários designados fazer uma declaração de abertura antes de responderem às questões dos eurodeputados.

Concluída a audição, cada comissão parlamentar elaborará uma avaliação, que remeterá ao presidente do Parlamento.

No caso de comissários com responsabilidades horizontais - a «Comissão Juncker» conta com vice-presidentes sem pasta específica, mas responsáveis pela coordenação de vários portfolios -, estes terão de sujeitar-se a mais que uma audição, nas comissões parlamentares competentes.