“O país da propaganda eleitoral do verão nunca existiu. Resta-nos o inverno mas vamos de certeza ultrapassá-lo, reparando os prejuízos.” A frase é do da líder da bancada socialista, Carlos César, que esta quarta-feira, durante o debate quinzenal deixou inúmeras críticas à direita e à sua política de cortes e desinvestimento, sem que se tenham alcançado resultados visíveis.

Carlos César acusou o anterior governo de “descaramento”, afirmando, com ironia, que esta foi a única área que não sofreu cortes na anterior legislatura. O socialista acusou o anterior governo de "cortar, cortar, cortar, sem olhar a quem nem a quê” e sem resultados visíveis: "não se vê que o empresariado tenha saído fortalecido, nãos e vê que a dívida pública ou privada tenha diminuído".

"Cortar cortar cortar, não importa em quê nem em quem, nem com que razões. Não se vê que o empresariado tenha saído fortalecido, não se vê que a dívida pública ou privada  tenha diminuído. O país da propaganda eleitoral do verão nunca existiu. Resta-nos o inverno, mas vamos de certeza ultrapassá-lo reparando os prejuízos. A situação em que nos encontramos é clara: não se cumpriram as metas estabelecidas e estamos em dificuldades para conseguir os almejados 3% do défice."


O deputado do PS contestou as palavras de Pedro Passos Coelho, que disse que algumas medidas anunciadas se devem ao facto de o país estar agora em condições para as receber. Para Carlos César, o país não está em condições de aplicar as medidas, mas em "absoluto estado de necessidade de o fazer". Mais, o líder da bancada socialista disse que o que interessa, ao contrário do que defendeu a direita, não é ter uma boa gestão corrente para alcançar as metas, mas antes uma gestão diferente.

"O líder da minoria diz que em casos de cumprimentos basta ter uma boa gestão corrente. O que interessa é uma gestão bem diferente para que sejamos capazes de cumprir os nossos compromissos. Por isso saudamos as medidas que estão a ser tomadas na área da recuperação de rendimentos. [...]"

E deixou uma mensagem de confiança: "sentimento-nos confiantes e determinantes porque confiamos no Governo e acreditamos no nosso país".