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Ideia do ministro é «tresloucada»

Carlos César comenta programa de formação profissional destinado aos agentes da PSP

Por: tvi24 / CP    |   2012-04-27 21:24

O presidente do Governo dos Açores considera «sem sentido» e «tresloucada» a ideia do ministro da Economia e do Emprego de que a formação dos agentes da PSP colocados no arquipélago deve ser paga pela região.

Carlos César, que comentava a resposta dada por Álvaro Santos Pereira às perguntas formuladas pelos deputados do PSD na Assembleia da República eleitos pelos Açores, frisou que «não tarda» que o Governo Regional comece a pagar também vencimentos.

«Se começamos a pagar a formação profissional dos agentes da PSP, não tarda que o façamos também com os militares, com os funcionários das Finanças e com os do notariado», afirmou, acrescentando que, por esse caminho, os Açores vão «pagar as remunerações dos funcionários do Governo da República».

Carlos César referia-se à resposta do ministro da Economia e Emprego ao requerimento dos deputados social-democratas açorianos, onde refere que o programa de formação profissional destinado aos agentes da PSP «está legalmente circunscrito ao território do continente».

No pedido de esclarecimento dirigido ao ministro, os deputados social-democratas açorianos Mota Amaral, Joaquim Ponte e Lídia Bulcão consideravam «inaceitável» a «discriminação» a que estão sujeitos os agentes da PSP no arquipélago em matéria de formação profissional.

Para Carlos César, existe «uma estratégia muito concertada», com «aliados na região», para tentar «desresponsabilizar o Governo da República das suas funções de soberania» nos Açores.

Essa alegada estratégia, segundo o presidente do executivo açoriano, já tinha sido evidenciada nos casos do financiamento da Universidade dos Açores, da RTP/Açores e dos aeroportos do arquipélago, onde «se pede à região que faça aquilo que o Governo da República deve fazer».

Sem referir nenhum nome em concreto, Carlos César afirmou que «há pessoas nos Açores que, só para defender o Governo da República, não se importam que a região fique mergulhada nesses compromissos e fique afetada no seu equilíbrio financeiro».

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EM BAIXO: Carlos César (Lusa/Eduardo Costa)
Carlos César (Lusa/Eduardo Costa)

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