Foi preciso chegar um independente ao palanque dos discursos da coligação Portugal à Frente para que uma referência a José Sócrates ecoasse bem alto no almoço-comício em Ponte de Lima.

O candidato da coligação PSD/CDS por Viana, Carlos Abreu Amorim, defendeu esta quarta-feira que é preciso evitar a vitória do PS nas legislativas afirmando que António Costa era número dois de José Sócrates e que, por isso, vai seguir as mesmas políticas que levaram o país à bancarrota em 2011.

O nome do anterior primeiro-ministro, José Sócrates, que se encontra detido em casa, foi servido ao almoço, em Ponte de Lima. E daí a António Costa foi um pequeno salto: é que para o deputado social-democrata Abreu Amorim é tudo a mesma coisa; "quem foi ministro por duas vezes em dois governos" foi o líder socialista.

Mais: "Quem era o número do engenheiro José Sócrates" e estava "sempre a apoiar as opções" - "nunca levantou a voz para duvidar das políticas erradas". Logo, conclui em forma de silogismo: "É porque concorda e quer fazer igual".

Porque ele não sabem que "escolheram o caminho errado, o caminho que nos levou à bancarrota". "Eles não se arrependeram ainda do que fizeram".

O deputado independente, eleito já em 2011 pelo círculo de Viana do Castelo, tem uma fasquia alta pela frente. É que Portas acha que o PAF em Viana do Castelo está perto da maioria absoluta. Um bom mote para começar a deixar escapar a sensação de que a coligação acredita que a maioria absoluta - a nível nacional - está mais perto do que há quatro dias.