O deputado do PSD Carlos Abreu Amorim acusou esta segunda-feira o ex-administrador executivo do BES Rui Silveira de ter entrado no parlamento «a pés juntos», apresentando uma «formidável teoria da conspiração» sobre o banco e o Grupo Espírito Santo.

«Entrou, como se diz no futebol, a pés juntos», disse o coordenador do PSD na comissão de inquérito ao caso BES e Grupo Espírito Santo (GES), Carlos Abreu Amorim.

O parlamentar referia-se à intervenção inicial de Rui Silveira, que hoje à noite continua a ser ouvido no parlamento, na qual o antigo responsável considerou que a medida de resolução aplicada ao BES foi «excessiva e ilegal» e com a «participação ativa» da Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Governo e Banco de Portugal.

Para Carlos Abreu Amorim, a «formidável teoria da conspiração» de Silveira «não tem qualquer adesão à realidade», até porque denuncia o que seria um «propósito tenebroso e sinistro», o de ter sido provocada a derrocada de um banco que, na opinião do ex-administrador, seria sólido.