O mais recente candidato às eleições presidenciais é Vitorino Francisco da Rocha e Silva, mais conhecido por Tino de Rans, que apresentou esta sexta-feira a sua plataforma no Porto, para retirar "a plebe” do seu papel de figurante histórico.

Vitorino Silva apresentou a candidatura ao final da tarde nas Escadas das Verdades, perto da Sé, e disse aos jornalistas já ter recolhido cerca de 6.500 assinaturas, o que significa que, “a partir deste momento, as empresas de sondagens podem pôr o nome Vitorino Silva”, porque “nem que tenha lá 0,0” o candidato assegura que não se chama “outro”.

Calceteiro de profissão, Vitorino Silva encara Marcelo Rebelo de Sousa como o seu principal adversário num confronto entre “a academia e as botas de biqueira de aço, a rua e o ar condicionado”, mas garante: “Vou ser Presidente da República. Com 22 anos, o povo da minha terra quis que eu fosse presidente da junta, que pusesse Rans no mapa, não tenho dúvida nenhuma de que o país quer que o Tino seja Presidente da República”.

Por essa razão, Vitorino Silva recordou as palavras que lhe têm sido dirigidas pelas pessoas junto de quem recolhe assinaturas ao longo dos últimos meses, desde o Algarve até ao Norte: “Se o Cavaco foi Presidente da República, por que é que tu não podes ser?”, questionam, incentivando-o para que vá até ao fim.

“É pela plebe que sou candidato. Em 872 anos da nossa história, a plebe foi sempre figurante. Nunca teve o papel principal. O povo está muito fino, a plebe sabe o que quer e não tenham duvidas nenhumas de que pode haver taça, pode haver um tomba-gigantes. Há muita gente que pensa que somos uns peixinhos, mas os peixinhos, se estiverem atentos, podem comer os tubarões”, referiu Vitorino Silva.

Questionado sobre o lema da campanha, o candidato expõs vários: “O candidato sem Photoshop. Quem não deve não treme. O povo é como o algodão. Só paramos na varanda. A estratégia está toda delineada”.

Apesar da candidatura, Vitorino Silva sabe que na história vai ficar conhecido não enquanto político, mas como pai da filha Catarina, que, prestes a fazer 18 anos, deverá ser a última das 7.500 assinaturas necessárias para entregar a candidatura.