O prazo para a entrega de candidaturas às presidenciais terminou nesta quinta-feira, um mês antes das eleições, mantendo-se os 10 candidatos que tinham formalizado o processo junto do Tribunal Constitucional (TC) até terça-feira.

Fonte do TC confirmou à agência Lusa que durante o dia de hoje não deu entrada nenhuma outra candidatura às eleições presidenciais de 24 de janeiro.

De acordo com o mapa-calendário publicado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), "a apresentação de candidaturas faz-se perante o Tribunal Constitucional até trinta dias antes da data prevista para a eleição".

Entregaram o processo de candidatura junto do TC dez candidatos: Paulo de Morais foi o primeiro, a 1 de dezembro, seguindo-se o candidato apoiado pelo PCP, Edgar Silva, depois Henrique Neto e a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, Marisa Matias. Mais perto do final do prazo, Maria de Belém, Sampaio da Nóvoa e Jorge Sequeira fizeram a entrega do processo na terça-feira e, na quarta-feira, formalizaram o processo Tino de Rans, Cândido Ferreira e Marcelo Rebelo de Sousa, candidato que tem recomendação de voto por parte de PSD e CDS-PP.

Ainda segundo o mapa da CNE, no dia útil seguinte ao termo do prazo para a apresentação das candidaturas - neste caso, segunda-feira, dia 28 de dezembro - o presidente do TC procede, na presença dos candidatos ou seus mandatários, ao sorteio da ordem a atribuir às candidaturas nos boletins de voto, que serão afixados em edital à porta do Tribunal.

Este sorteio - marcado para as 16:00 - decorre ainda antes de o TC decidir sobre a regularidade dos processos, a autenticidade dos documentos e a elegibilidade dos candidatos. De acordo com o mapa da CNE, o TC dispõe de um prazo entre 2 e 11 de janeiro para afixar à porta do Tribunal as candidaturas definitivamente admitidas.

Em 2011, apresentaram o processo no TC nove candidatos, porém, após uma verificação de candidaturas, apenas foram admitidos seis.

Há cinco anos e, depois de a 23 de dezembro ter comunicado a entrega de nove candidaturas, o TC anunciou a 29 de dezembro que admitiu apenas seis candidaturas à Presidência da República: Cavaco Silva, Defensor Moura, Francisco Lopes, Manuel Alegre, Fernando Nobre e José Manuel Coelho. As três candidaturas rejeitadas, por não preencherem os requisitos legalmente previstos, foram as de Diamantino Maurício da Silva, Luís Filipe Botelho Ribeiro e Josué Rodrigues Gonçalves Pedro.