O antigo presidente da Câmara Municipal do Porto e o comentador político Pacheco Pereira negaram esta terça-feira qualquer intenção de lançar uma candidatura do primeiro à liderança do PSD, à margem de um jantar à porta fechada, em Lisboa.

«Tanto quando os seus promotores explicam, é a institucionalização destes jantares que têm vindo a acontecer de vez em quando de uma forma mais consistente para debater o país. Participei nalguns, noutros não. Repito, não é por os senhores (jornalistas) dizerem que isto é uma coisa que não é que eu me inibirei de vir», afirmou Rui Rio.

O evento, num hotel lisboeta, mas à porta fechada é uma conferência da denominada plataforma «Uma Agenda para Portugal». Rio esclareceu não ter sido sua a ordem para manter a reunião privada, embora considerasse «boa ideia» para haver uma «discussão mais livre» e sem ligar tal ao facto de estar a decorrer ao mesmo tempo um conselho nacional do PSD.

A referida plataforma «Uma Agenda para Portugal» derivou do grupo de reflexão «Fórum - Sociedade e Democracia», fundado em 2011, e tem vindo a promover debates sobre várias áreas temáticas.

«Aqui não há conspiração nenhuma. É uma entre muitas reuniões que se fazem por todo o lado em que as pessoas discutem o futuro do seu país. Se eu respondesse a essa pergunta agora, daria razão a quem acha que isto é uma plataforma destinada a impulsionar Rui Rio. Como não é, não vou responder», afirmou Pacheco Pereira, também antigo dirigente social-democrata quando questionado sobre a intenção por trás da iniciativa.

Pacheco Pereira disse ainda que «se há pessoas que ficam nervosas com estes encontros, o problema é delas», mas sem mencionar nomes.