O funcionário bancário José Pedro Simões, que tinha anunciado a sua pré-candidatura a Presidente da República, anunciou este sábado que não disputará as eleições por não ter conseguido reunir as assinaturas necessárias.

"Passada esta fase, não apresento a desistência da minha candidatura, mas reconheço a impossibilidade de a concretizar pela dificuldade na recolha das assinaturas", afirma num curto comunicado enviado à agência Lusa.


José Pedro Simões, 48 anos, natural na Guiné-Bissau e a residir no concelho da Covilhã, distrito de Castelo Branco, onde se fixou depois de ter crescido na zona de Lisboa, anunciou, em outubro, que seria candidato à Presidência da República.

Numa cerimónia pública com algumas dezenas de pessoas, disse que queria ser a "voz do Interior" e demonstrar que o "cidadão comum" também pode candidatar-se, mesmo "sem qualquer apoio partidário".

Na altura, explicou que já tinha conseguido reunir 1.300 assinaturas, reconhecendo que era "manifestamente pouco", mas mostrando-se confiante de que ainda conseguiria alargar a base de apoio.

Na nota emitida hoje, assume que não atingiu o objetivo e refere que tal "revela que sem apoio das estruturas político/partidárias só a boa vontade por si só não chega".

"A experiência, no entanto, tem-se revelado enriquecedora e extremamente gratificante", acrescentou.


As eleições presidenciais estão marcadas para dia 24 de janeiro de 2016, sendo, entre outras condições, necessárias 7.500 assinaturas para formalizar as candidaturas.

Além de José Pedro Simões, já desistiram de avançar com a candidatura à Presidência da República Sérgio Gave Fraga, Graça Castanho, Paulo Freitas do Amaral, Orlando Cruz e António Araújo da Silva