O candidato à Presidência da República Sampaio da Nóvoa alertou esta quarta-feira para “os riscos que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) corre hoje, que resultam em grande parte das medidas de austeridade nos últimos anos”.

António Sampaio da Nóvoa falava durante o Seminário de Administração Hospitalar e de Serviços de Saúde, que decorreu na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), onde falou sobre “questões éticas na administração de serviços [de saúde] públicos”.

A este seminário, em que participaram vários administradores hospitalares, António Sampaio da Nóvoa levou as três palavras que mais o marcaram enquanto reitor da Universidade de Lisboa e tentou trazê-las para o domínio da saúde: participação, autonomia e conhecimento.

“É preciso maior participação, maior autonomia na gestão aos mais diversos níveis e maior conhecimento, nomeadamente das grandes evoluções da contemporaneidade”, afirmou.


Para o candidato a presidente da República, o ponto da partida desta discussão é “a defesa do Estado social, evitando que, em muitas áreas, o bem público fique refém de interesses privados”.

“Parto da consciência de que o SNS é património coletivo e um dos maiores sucessos da nossa democracia. O SNS é muito mais do que apenas saúde e é uma das referências da nossa cidadania”, disse.


Sampaio da Nóvoa referiu-se aos “impactos negativos da crise no nosso país, também na saúde e no SNS”.

Trata-se de “dramas visíveis a olho nu nos problemas da saúde materna, desacompanhamento da gravidez, saúde mental, acompanhamento das crianças, populações mais idosas e mais vulneráveis, cuidados de saúde primários e continuados”.

“É preciso reganhar a confiança no SNS”, defendeu.