O candidato à Presidência da República Paulo Morais propôs hoje a forma de "voto secreto" na votação de moções de rejeição ao programa de Governo, na próxima semana na Assembleia da República.

"Para que cada um dos deputados possa livremente interpretar em que medida as propostas que votam se coadunam com o programa eleitoral a que se comprometeu com o seu eleitorado, apelo ao Presidente da Assembleia da República que, perante eventuais moções de rejeição ao programa de Governo, proponha a sua votação por voto secreto".

Paulo Morais recorda que, passado um mês sobre as eleições legislativas, "os portugueses ainda não sabem qual vai ser a solução governativa dos próximos tempos".

"Em perspectiva, temos agora um Governo liderado por Pedro Passos Coelho, expetavelmente enxertado de propostas do programa socialista, ou, em alternativa, um Governo dirigido por António Costa, acrescentado de propostas de outros partidos designados de esquerda", acrescenta.

Paulo Morais sublinha que, "só desta forma, e em plena consciência, cada um dos deputados poderá decidir, no respeito pela Constituição da República Portuguesa, que no seu artigo 155.º determina que 'os deputados exercem livremente o seu mandato'".

Antigo vice-presidente da câmara do Porto, com os pelouros do Urbanismo, Ação Social e Habitação, durante o mandato do social-democrata Rui Rio (PSD), de 2002 a 2005, Paulo Morais, de 51 anos, notabilizou-se pela defesa de posições anticorrupção.

Pertence à associação cívica Transparência e Integridade e é professor universitário.

A cerca de três meses do final do mandato do atual Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, são já 17 os candidatos que anunciaram a intenção de entrar na corrida a Belém.