O social-democrata Luís Filipe Menezes anunciou que renuncia ao cargo de presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia para se dedicar «em exclusivo» à sua candidatura autárquica no Porto.

«Anuncio que a partir de hoje renuncio ao cargo de presidente da Câmara de Gaia para me dedicar em exclusivo à presidência da Câmara do Porto, para já como candidato, a partir do dia 29 de setembro como presidente», afirmou Luís Filipe Menezes, em conferência de imprensa.

O cargo de presidente da autarquia de Gaia deverá ser assumido pelo vice-presidente, Firmino Pereira.

Esta decisão de renúncia surge depois de na quinta-feira, ao fim da tarde, ser conhecido o acórdão do Tribunal Constitucional que lhe permite concorrer à Câmara do Porto, na qual Menezes sempre acreditou por «acreditar na democracia, no estado de direito, na competência, seriedade e isenção do órgão máximo de fiscalização da constitucionalidade em Portugal».

Para Menezes, esta decisão judicial «foi uma vitória de milhares de portuenses, que no dia 29, votem em quem votarem, vão votar em liberdade e escolher em liberdade quem querem para ser o líder da Câmara no próximo ciclo político», prevendo-o por 12 anos.

«Foi uma grande vitória dos portuenses, mas os portuenses já demonstraram que quando unidos, quando coesos, solidários e crentes num projeto são praticamente imbatíveis. É bom que o país não se esqueça que Portugal nasceu aqui e que Portugal, em força, pode e deve renascer aqui a partir de 29 de setembro», sublinhou o candidato.

Menezes referiu estar convicto de que pode «vencer as eleições, porventura com algum conforto, para dar à cidade as condições de governabilidade que ela precisa para se impor nesse tal ciclo político de progresso».

Contudo, referiu que apesar de nunca ter perdido por sufrágio direto e universal, «há sempre uma primeira vez».

«Eu espero que para mim não haja, tudo farei para que o povo do Porto me dê uma vitória, mas fá-lo-ei com a mesma humildade como tenho feito até agora, fazendo propostas», sustentou.

Para Menezes, «agora é arregaçar as mangas».

«Faltam 20 e tal dias. Quem aguentou 300 e tal sobre esta pressão vai aguentar estes 20 e tal com um sorriso nos lábios, com um sorriso de esperança na face, com muita determinação, muita convicção e com um alerta: não nos deixemos provocar nem respondamos a provocações que vão para além do leal debate político», disse.

O candidato alertou ainda que não autorizará ninguém da sua campanha ou candidatura a atacar pessoalmente os seus adversários.

«Se na minha candidatura houver algum ataque pessoal proveniente de alguém da minha candidatura que eu conheça, essa pessoa será afastada liminarmente do processo de conquista da Câmara do Porto», garantiu, acrescentando que para conseguir vencer as eleições é preciso «ter a humildade até ao fim e continuar a convencer os cidadãos».

«Mas ganhando como quero ganhar não quero no dia seguinte marginalizar nenhum dos derrotados, e para isso não podemos contribuir para criar fossos que sejam inultrapassáveis entre nós e outras candidaturas», frisou.

O social-democrata considerou ainda que quando se fala da sua candidatura «Porto Forte» fala-se de «compromissos para cumprir» e que o povo do Porto já conhece qual é o seu projeto para a cidade.

Os portuenses «sabem também que aquilo que eu tenho noutras circunstâncias e noutros locais prometido tenho cumprido», disse.

Para além de Luís Filipe Menezes, concorrem à Câmara do Porto Manuel Pizarro (PS), os independentes Rui Moreira (que tem o apoio do CDS-PP) e Nuno Cardoso, Pedro Carvalho (CDU), José Soeiro (BE), José Carlos Santos (PCTP/MRPP) e José Manuel Costa Pereira (Partido Trabalhista Português).