Fernando Medina já é, oficialmente, o novo presidente da câmara de Lisboa. Na tomada de posse, repetiu algumas palavras que marcaram o discurso de despedida do seu antecessor António Costa e prometeu «mais e melhor», designadamente ao nível do emprego, do espaço público e da habitação social.

«Agora que temos a casa arrumada e dispomos de uma nova visão sobre a cidade, temos o dever de fazer mais e fazer melhor. É tempo de uma nova ambição»


Esta mudança na liderança da autarquia da capital surge na sequência do  pedido de renúncia ao mandato por António Costa, na semana passada. 

Costa saiu para se dedicar, em exclusivo, à sua função de secretário-geral do PS, com a consciência tranquila de que deixa  a «casa arrumada» em Lisboa. Hoje, Fernando Medina reforçou a mesma ideia. Mas deixou então a promessa de fazer mais.

Vice-presidente da Câmara de Lisboa desde 2013 e responsável pelas pastas das Finanças, dos Recursos Humanos e do Turismo, Fernando Medina afirmou agora, já autarca, que o município assume hoje «um novo ânimo e uma nova energia para levar por diante os compromissos» assumidos para com os lisboetas nas eleições autárquicas de 2013 (em que António Costa foi eleito presidente da Câmara), o autarca apontou a necessidade de conseguir «mais e melhor emprego».

Uma outra ambição é a «construção de uma melhor cidade». Nesta vertente, assegurou que ainda este ano se iniciarão obras de requalificação da frente ribeirinha, dos novos acessos em modo suave ao Castelo e do Pólo das Descobertas na Ribeira das Naus: «Teremos assim, em 2017, uma frente ampla, de Santa Apolónia ao Cais do Sodré, totalmente renovada».

Também em 2015 será criada a primeira de 30 praças previstas no projeto «Uma praça em cada bairro» e, até ao verão, será aprovada a revisão do Plano Geral de Drenagem, dando-se início aos investimentos prioritários para proteger a cidade das cheias, enumerou Fernando Medina.

«Construir uma melhor cidade impõe ao mesmo tempo que nos mantenhamos firmes na defesa de um serviço público de transportes, com gestão municipal da Carris e do Metro», e que «sejamos igualmente intransigentes quanto à concessão da Linha de Cascais, onde não abdicaremos da ligação à Linha de Cintura e da resolução do atravessamento na zona Belém-Alcântara»


A sua prioridade é, também, segundo anunciou, a habitação social, tendo aproveitado para anunciar «o lançamento de uma nova geração de políticas públicas» nesta área.

«Assumiremos como prioridade até ao final deste mandato lançar um vasto programa de habitação a renda acessível, que permita numa primeira fase que 5.000 famílias da classe média possam voltar a morar na cidade por uma renda abaixo do salário mínimo nacional».


O autarca socialista aproveitou a ocasião para indicar que vai exigir à Assembleia da República «a revisão de uma disposição absurda da Lei de Finanças Locais», referindo-se à anunciada extinção sobre a venda de imóveis (IMT).